PCP/Açores considera positiva construção de nova fábrica da Sinaga

PCP/Açores considera positiva construção de nova fábrica da Sinaga

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Jun de 2016, 16:11

O líder do PCP nos Açores considerou hoje "positiva" a intenção do Governo Regional construir uma nova fábrica de produção de açúcar da empresa pública Sinaga, mas duvida da concretização, face ao histórico de promessas já feitas.

 

“Tarde é o que nunca vem. Vamos continuar a exigir, porque estamos em ano eleitoral. Há aqui compromissos que não podem ser apenas palavras de circunstância”, afirmou Aníbal Pires aos jornalistas, numa ação de contacto com trabalhadores da Sinaga, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, acrescentando que são precisos mais do que palavras para acreditarem.

O secretário da Agricultura e Ambiente dos Açores, Luís Neto Viveiro, disse na segunda-feira que está a ser avaliada a construção de uma nova fábrica da Sinaga, empresa pública que tem um passivo de 22 milhões de euros.

Após ter sido ouvido na Comissão Permanente de Economia do parlamento açoriano, Neto Viveiros reconheceu que a empresa, na sua configuração, “não tem possibilidades de vencer o futuro”, referindo que a atual unidade, instalada na cidade de Ponta Delgada, é “bastante antiga” e tem “uma capacidade de produção [de beterraba] perfeitamente desajustada” da atualidade e “daquilo que é expectável que possa crescer”.

O executivo açoriano adquiriu a Sinaga há cerca de seis anos, quando a unidade estava descapitalizada.

Para o coordenador regional do PCP e único deputado comunista no parlamento dos Açores, “mesmo estando obsoleta, [a fábrica] está muito longe de ter a sua capacidade de transformação esgotada”, defendendo que as novas instalações devem estar dotadas de tecnologia que a viabilizem economicamente e permitam “transformar outras matérias-primas”, como a batata-doce e a chicória, entre outros.

Quanto à futura localização da fábrica, Aníbal Pires escusou-se a indicar um local, disse apenas que esta “terá de ser feita junto a uma fonte de água, porque essa indústria utiliza muita água e, até se possível, [dever-se-ia] aproveitar a geotermia”.

Aproveitando a hora de almoço dos trabalhadores, Aníbal Pires aproveitou para distribuir à saída da fábrica panfletos e apelar à luta dos trabalhadores, mas acabou por ouvir de alguns que já não acreditam em milagres e que “a indústria foi morrendo devagarinho”.

“Estamos aqui para exigir desde já o cumprimento e para acompanhar tudo aquilo que vai ser feito relativamente a este património, designadamente a venda dos terrenos”, alegou o líder comunista, acrescentando que o Governo Regional socialista, o PS e outros partidos “têm inviabilizado” a construção da nova fábrica ao longo dos anos, tal como propõe o PCP.

 


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