PCP/Açores acusa Governo Regional de "aprofundar assimetrias"

PCP/Açores acusa Governo Regional de "aprofundar assimetrias"

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Mar de 2016, 11:41

O deputado do PCP na Assembleia Legislativa dos Açores considerou que os efeitos das políticas de concentração do Governo Regional "aprofundam as assimetrias" nas diferentes ilhas do arquipélago, sendo São Jorge um "exemplo paradigmático".

 

“A emigração tem crescido nesta ilha, sendo um fenómeno que atinge primordialmente os jovens, mas não só. Assiste-se, também, à desertificação das zonas rurais, exigindo-se medidas que não passam apenas pelo poder local, mas por um plano concertado a nível geral, dando cumprimento a um dos pilares da autonomia, que é o desenvolvimento harmónico”, disse Aníbal Pires, no final de uma deslocação a São Jorge.

O parlamentar, que defende a promoção, nesse contexto, das potencialidades endógenas de cada uma das ilhas dos Açores, alertou que, em São Jorge, o setor produtivo “continua a viver dificuldades” na fileira do leite e no setor das pescas.

“Apesar de se procurar disfarçar, de algum modo, essa situação em São Jorge, a verdade é que, vivendo esta ilha da economia produtiva, todas as ameaças que concorrem sobre os diferentes setores acabam por o perturbar e não deixar desenvolver”, afirmou o deputado, que também é líder do PCP/Açores.

Considerando que a ilha “produz muita riqueza que não é devidamente aproveitada”, Aníbal Pires declarou que setores emergentes como o turismo, apesar de se verificar alguma evolução, acabam por ficar “na periferia do destino Açores” devido à forma de planeamento do transporte aéreo.

Aníbal Pires frisou que não existe um sistema integrado de transportes nas ilhas do denominado triângulo (Faial, Pico e São Jorge), mas também em todo o grupo central (que inclui ainda Graciosa e Terceira), o que provoca “algumas dificuldades”.

O líder comunista açoriano adiantou, por outro lado, que a obra de beneficiação e ampliação do porto do Topo “ainda não passou das promessas”, e defendeu a criação de uma linha de crédito para a indústria conserveira de Santa Catarina, que foi alvo de uma intervenção por parte do Governo Regional e constitui a maior entidade empregadora de São Jorge.

O deputado referiu, ainda, ser necessário dar alguma atenção aos resíduos na ilha de São Jorge, na sequência da classificação, no último sábado, das fajãs como Reserva da Biosfera na UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura no passado.

Fajãs são pequenas planícies junto ao mar que tiveram origem em desabamentos de terras ou lava. Na ilha de São Jorge são mais de 70.

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