Política

PCP/A alerta para efeito "ainda mais terrível" nas ilhas das medidas contra a crise

PCP/A alerta para efeito "ainda mais terrível" nas ilhas das medidas contra a crise

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Mai de 2010, 15:08

O PCP/Açores considerou hoje que as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo da República terão um efeito "ainda mais terrível" no arquipélago, dada a "fragilidade da economia regional".

Numa Região em que mais de um quinto da população (50 000 em 240 00) se encontra em situação de pobreza, o plano anunciado pelo Executivo vai agravar a dimensão de problemas como o desemprego e baixos rendimentos, cuja "dimensão atinge foros dramáticos", advertiu o líder dos comunistas açorianos, numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada. Para Aníbal Pires, a situação é tanto mais grave quanto é certo que as medidas que o Governo Regional tem vindo a desenvolver para combater a crise, designadamente ao nível do apoio às empresas, se têm revelado insuficientes. Prova disso é o "constante aumento do desemprego e a falência das empresas", referiu, contestando a alegada aceitação pelo Executivo açoriano de políticas impostas pelo exterior, como o que acontece no sector agrícola. Ao "aceitar, por exemplo, a inevitabilidade da abolição do regime de quotas leiteiras na União Europeia" o Governo Regional assume como assente que a "fileira do leite acabe" numa Região com importantes vantagens nesta actividade, acrescentou. O líder do PCP/Açores considerou possíveis soluções diferentes para os problemas atuais, apelando à população açoriana para que "não se resigne", aderindo à jornada de luta programada para 29 de maio. O Governo anunciou na quinta feira um conjunto de medidas de austeridade para acelerar a redução do défice para 7,3 por cento em 2010 e 4,6 por cento em 2011. Entre as medidas, negociadas com o PSD, estão o aumento das três taxas do IVA em 1 ponto, a criação de uma taxa extraordinária sobre as empresas com um lucro tributável acima de dois milhões de euros de 2,5 por cento e a redução de 5 por cento nos salários dos políticos, gestores públicos e membros das entidades reguladoras. O primeiro ministro, José Sócrates, já tinha admitido, por outro lado, o adiamento de grandes investimentos públicos como as obras do futuro aeroporto de Alcochete e a terceira travessia sobre o Tejo, no quadro do esforço de acelerar as medidas de consolidação orçamental. O Governo adiou também o projecto de comboio de alta velocidade (TGV) Lisboa-Porto e Porto-Vigo, adjudicando o troço Poceirão-Caia, que fará parte da futura linha de alta velocidade Lisboa-Madrid.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.