Paulo Portas receia que cortes no investimento 'suspendam' subsídios a agricultores


 

Lusa / AO online   Regional   3 de Out de 2010, 22:23

O líder do CDS/PP, Paulo Portas, afirmou hoje, no Faial, Açores, temer que os cortes no investimento anunciados pelo Governo obriguem à suspensão do pagamento dos subsídios comunitários aos agricultores.

Paulo Portas, que está a realizar uma visita a várias ilhas do arquipélago, exigiu que o executivo liderado por José Sócrates esclareça aos agricultores se vai ou não pagar as medidas agroambientais até 15 de outubro, como estava inicialmente previsto, ou se as restrições ao investimento vão levar à suspensão dos subsídios.

“Gostava também que o Governo esclarecesse se esta suspensão vai atrasar ainda mais o PRODER, cujas candidaturas já estão atrasadas há muito tempo”, questionou o presidente do CDS/PP, que perspetiva mais dificuldades para a agricultura em Portugal.

Paulo Portas pediu ainda esclarecimentos sobre as implicações que o aumento dos impostos pode ter no bolso dos agricultores, que poderão ver duplicadas ou triplicadas as suas contribuições.

“O que vai acontecer aos agricultores com o código contributivo?”, questionou, adiantando que, “tal como os comerciantes”, também os agricultores “vão ter de pagar duas, três, quatro vezes mais do que pagam agora em contribuições”.

Por essa razão, defendeu a necessidade de “esclarecimentos o mais rapidamente possível” por parte do Governo, alertando para um possível aumento de dificuldades num país “extremamente endividado”, onde a dívida pública “excede a totalidade da riqueza criada durante um ano, por quem trabalha e por quem investe”.

Paulo Portas falava aos jornalistas durante uma visita ao Porto da Horta, no Faial, durante a qual o partido denunciou a “falta de planeamento” pelo Governo Regional dos Açores no que se refere à gestão do setor das pescas.

Segundo Artur Lima, líder regional do CDS/PP, o executivo açoriano estimulou os pescadores a investir e a modernizar as suas frotas, com o objetivo de aumentar as capturas, mas não aumentou a capacidade de frio em terra.

“O que acontece é que os pescadores perdem rendimento porque estão limitados a pescar o que a rede de frio permite apanhar”, frisou Artur Lima, para quem “isto é estrangular a economia açoriana”.

Paulo Portas, que já esteve em S. Miguel, Flores e Faial, tem ainda deslocações às ilhas de S. Jorge e Terceira, onde termina esta visita aos Açores.


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