Paulo Bento suspenso 12 dias por ofensas aos árbitros


 

Lusa/AO   Futebol   20 de Dez de 2007, 18:23

Paulo Bento falha o jogo do Sporting com o Paços de Ferreira, estando também impedido de intervir publicamente sobre essa partida da 14ª jornada
O treinador do Sporting, Paulo Bento, está suspenso por 12 dias pela Comissão de Disciplina (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) por ofensa à reputação, bom-nome e honra dos árbitros.
Paulo Bento falha assim o jogo do Sporting com o Paços de Ferreira, estando também impedido de intervir publicamente sobre essa partida da 14ª jornada ou sobre a competição em geral, inclusivamente sobre a suspensão imposta pela CD.
Em causa, como referiu o presidente da CD da LPFP, Ricardo Costa, em conferência de imprensa, estão as declarações proferidas pelo técnico no final da visita do Sporting ao estádio do Benfica, na sexta jornada da Liga, nas quais atinge os árbitros em geral, o "juiz" Pedro Henriques envolvido no derbie lisboeta e ainda os membros da Comissão de Arbitragem (CA) do organismo.
"Há uma falta de vergonha de quem dirige os jogos e de quem dirige os árbitros" e "Aquilo (auriculares) só serve para os ouvidos. Aquilo é para pôr nos ouvidos e depois eles comunicarem. O senhor árbitro tem de fazer um exame antes" são algumas das afirmações proferidas por Paulo Bento, que incorre também em multa de 1.250 euros, no final do jogo e que estiveram na base da sanção.
Ricardo Costa sublinhou que os agentes desportivos são livres de intervir publicamente, inclusivamente criticando, mas "é necessário separar a linha da crítica e da injúria".
"Em Outubro de 2006, fizemos um comunicado a todos os agentes desportivos no sentido de alertar para a necessidade de observarem um conjunto de normas de comportamento que salvaguardassem a honra, reputação e bom-nome de todos", disse Costa.
O dirigente lembrou que a CD age por sua própria iniciativa e não apenas por denúncias, salientando que intervenções como "arbitragem vergonhosa ou tendenciosa" serão sempre sancionadas.
"Falta de vergonha significa perda de dignidade", alertou Ricardo Costa, explicando que os agentes "podem criticar, ironizar e barafustar para apreciar o trabalho de um árbitro, mas não podem passar a linha que ofende a honra, reputação e bom-nome".
Ricardo Costa disse ainda que a "competição para ser credível e atractiva" passa muito no discurso dos dirigentes e explicou que os casos de reincidência serão severamente punidos.
"Faço novamente o apelo para que os agentes tenham a noção da sua responsabilidade. A competição depende muito da forma como eles falam para o exterior. Vamos ainda ser mais duros nos casos reincidentes", disse.

   

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