Passos Coelho despede-se dos Açores "com muito amor" e promete voltar

Passos Coelho despede-se dos Açores "com muito amor" e promete voltar

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Out de 2014, 07:19

Pedro Passos Coelho terminou o programa oficial da sua primeira visita à Região Autónoma dos Açores enquanto primeiro-ministro declarando ser a favor do exercício da política "com muito amor", e prometeu voltar.

 

"Estamos empenhados em, não apenas colaborar institucionalmente, mas também em resolver problemas, não apenas do passado, mas também no futuro. E é isso que desejo com muito amor", declarou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

"Sem nenhum complexo, com muito amor", reforçou Passos Coelho, acrescentando: "Porque também precisamos de pôr muito amor naquilo que fazemos, para que a política se torne alguma coisa mais tangível e humana do que muitas vezes parece ser".

Nesta deslocação aos Açores, o primeiro-ministro passou por quatro das nove ilhas do arquipélago, em dois dias, sempre acompanhado pelo presidente do Governo Regional, o socialista Vasco Cordeiro.

Hoje, Passos Coelho começou o dia com um pequeno-almoço no famoso Peter Café Sport, cheio de recordações dos iates que passaram pela cidade da Horta, na ilha Faial, e conhecido pelo seu gin tónico.

Acompanharam-no o presidente do Governo Regional dos Açores, o presidente da Câmara Municipal da Horta, o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional e o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes.

Seguiu-se um passeio à chuva no cais, junto ao muro colorido com pinturas de marinheiros das várias partes do mundo, onde foi acrescentada uma inscrição assinalando a passagem do primeiro-ministro pela Marina da Horta, com um espaço reservado para a sua assinatura, com Passos Coelho a tentar escrever o seu nome, sem sucesso.

"Eu acho que a chuva não permite", comentou, enquanto tentava que a tinta da caneta se fixasse. "Está demasiada humidade", concluiu o chefe do executivo PSD/CDS-PP, prometendo voltar aos Açores para terminar a tarefa: "Vamos ter de o fazer mesmo na nossa volta".

Depois, o primeiro-ministro viajou por mar até à ilha do Pico, no 'ferry' Gilberto Mariano, que atravessou os cerca de oito quilómetros do Canal do Faial numa atmosfera de nevoeiro.

À chegada à vila da Madalena, Passos Coelho ouviu uma banda tocar o hino nacional e o hino dos Açores e foi recebido afetuosamente por uma luso-americana que o chamou de "amor da sua vida" e logo alargou esse título ao presidente do Governo Regional: "São os amores da minha vida".

A mulher, de 61 anos, disse à Lusa ser da opinião de que o primeiro-ministro "tem posto Portugal no seu devido lugar" e adiantou que não tem "cor política" e admira muitos políticos: "Também gosto muito do Presidente Obama e gosto muito do presidente da Câmara".

Numa sessão solene na Câmara Municipal da Madalena, Passos Coelho defendeu o planeamento de "políticas estáveis" para travar a prazo o "declínio demográfico" em Portugal.

O primeiro-ministro considerou que "a maior abertura" da economia portuguesa vai trazer "oportunidades do ponto de vista económico e social muito relevantes também para os Açores", destacando o setor do turismo.

A seguir, viajou de avião militar para a Base Aérea das Lajes, na ilha Terceira, onde também esteve a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral.

Nas Lajes, assistiu a um 'briefing', subiu à torre de controlo e reuniu-se com a comissão representativa dos trabalhadores portugueses nesta base aérea, mas essa parte do programa foi fechada à comunicação social e o primeiro-ministro não voltou a prestar declarações aos jornalistas.

 


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