Passos afirma que se criou "um cimento" entre PSD e CDS-PP

Passos afirma que se criou "um cimento" entre PSD e CDS-PP

 

Lusa/AO Online   Nacional   28 de Nov de 2014, 09:16

O primeiro-ministro e presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, afirmou que os três anos de governação conjunta criaram "um cimento" entre PSD e CDS-PP, a propósito da possibilidade de os dois partidos irem coligados às legislativas.

 

Em entrevista à RTP, a partir da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Passos Coelho voltou a remeter para mais tarde uma decisão sobre esta matéria, mas falou sobre a relação entre sociais-democratas e centristas, considerando que o Governo PSD/CDS-PP superou os problemas internos e está coeso.

"Os dois partidos que compõem este Governo, ao contrário de outros, deram muito, comprometeram-se muito para que esta fase muito difícil do país fosse ultrapassada. E isso cria um cimento", acrescentou o primeiro-ministro, repetindo mais duas vezes que se criou "um cimento".

O presidente do PSD traçou o seguinte retrato do executivo: "Temos um Governo coeso, apesar de todos os problemas que enfrentámos, porque viver em coligação não é simples, porque os dois partidos não são iguais, e ainda bem. Na verdade, sempre superámos os nossos problemas e temos um Governo com coesão".

Referindo que as legislativas deverão realizar-se em "finais de setembro, princípios de outubro do próximo ano", Passos Coelho defendeu que as decisões sobre alianças devem ser tomadas "no tempo político próprio" e que não devem ser criados "factos políticos artificiais" a esse respeito.

"Não há nenhum tabu", declarou.

"O que posso dizer é que temos um Governo que provou ser um Governo efetivo, um Governo coeso e que está a resolver os problemas do país, e isso eu creio que já diz muito sobre aquilo que podemos oferecer aos portugueses para futuro", concluiu.

No final desta entrevista, o primeiro-ministro defendeu que é "razoável" à atual maioria pedir aos portugueses uma oportunidade para "fazer o que falta fazer" e para "poder governar também em circunstâncias menos exigentes e menos severas".

Sem antecipar o que fará em caso de derrota, Passos Coelho prometeu bater-se por uma vitória nas legislativas que conduza a um Governo com estabilidade e respeitar a decisão dos portugueses.

Antes, o chefe do executivo PSD/CDS-PP reiterou que assume como "ponto de honra ter menos de 3% de défice em 2015" e que confia nas previsões orçamentais do Governo, mas que se estas não se confirmarem haverá um "ajustamento" da estratégia orçamental - não adiantando que medidas adicionais poderão ser adotadas nesse caso.

Questionado se vai acompanhar o Congresso do PS deste fim de semana, respondeu: "Eu também vou seguir o Congresso do PS, porque o PS é o principal partido da oposição e, ao longo destes três anos e meio, percebemos que o PS viveu vários problemas e parece que finalmente está a chegar a um período em que os resolveu".

Segundo Passos Coelho, é importante que o PS tenha "alguma estabilidade e também algum vigor".

O primeiro-ministro voltou a manifestar a expectativa de que possa haver compromissos entre a maioria PSD/CDS-PP e a direção socialista de António Costa sem ser preciso "esperar um ano pelas eleições".


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