Passageiros devem chegar ao aeroporto mais cedo e com bagagem de porão nas greves

Passageiros devem chegar ao aeroporto mais cedo e com bagagem de porão nas greves

 

Lusa/AO Online   Economia   22 de Dez de 2016, 11:01

A ANA informou hoje que a greve dos trabalhadores do "handling" e da segurança deverá causar constrangimentos nos aeroportos a partir de sábado e pediu aos passageiros para chegarem com antecedência e de preferência com bagagem de porão.

Em comunicado, a gestora dos aeroportos portugueses adverte que "é previsível que o processamento de passageiros nos aeroportos nacionais venha a sofrer constrangimentos", devido às greves convocadas para os dias 24, 27, 28, 29 e 30 de dezembro, recomendando que "durante os dias abrangidos pelos pré-avisos de greve, se apresentem no aeroporto respetivo com a devida antecedência e sigam as instruções transmitidas pela sua companhia aérea".

Na mesma nota, a ANA sugere aos passageiros que privilegiem a utilização de bagagem de porão, reduzindo o transporte de bagagem de cabine, "facilitando assim o processo de controlo de segurança de pessoas e bens".

As perturbações nos aeroportos nacionais podem começar já no sábado, dia 24 e véspera de Natal, com uma greve na Groundforce [empresa de 'handling'], convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) em protesto contra a administração da empresa e "em defesa do Acordo de Empresa".

Ainda assim, é a partir de terça-feira, dia 27, que os impactos deverão ser maiores, devido às greves convocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que abrangem a Groundforce e a Portway, os dois principais operadores de ‘handling’ [assistência nos aeroportos] e também os trabalhadores da Prosegur e da Securitas, que são quem assegura o raio-x da bagagem de mão e o controlo dos passageiros e também dos trabalhadores do aeroporto.

Os trabalhadores dos aeroportos das empresas Prosegur e Securitas vão fazer três dias de greve, que começa na terça-feira, por ainda não haver acordo sobre o novo Contrato Coletivo de Trabalho. Na quarta-feira, é a vez dos trabalhadores da Groundforce e da Portway iniciarem um período de três dias de protesto.

Na segunda-feira, as companhias aéreas disseram estar preocupadas com o impacto destas greves, tendo pedido à ANA para anunciar um plano para minimizar os efeitos da paralisação.

"As companhias aéreas esperam que a ANA [Aeroportos de Portugal] anuncie antecipadamente o plano para minorar efeitos da greve, para poderem contactar os seus passageiros", afirmou o presidente da RENA - Associação das Companhias Aéreas, Paulo Geisler.

De acordo com o porta-voz das companhias aéreas, "não está em causa o direito à greve mas a perturbação da vida de milhares de pessoas numa época natalícia, sendo que para muitas pessoas é a única altura do ano em que veem a família".

Em declarações à Lusa, Paulo Geisler realçou que as companhias estão "preocupadas com os 'timings', porque em conjugação com a greve dos trabalhadores de segurança pode impactar negativamente no tráfego numa altura crítica para famílias e para os portugueses".


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