Partido Popular Monárquico quer que visita de Marcelo resolva problemas do Corvo

Partido Popular Monárquico quer que visita de Marcelo resolva problemas do Corvo

 

LUSA/AO online   Regional   31 de Mai de 2017, 15:47

O deputado único do Partido Popular Monárquico (PPM) no parlamento dos Açores disse hoje esperar que a visita do Presidente da República ao Corvo, na quinta-feira, ajude a resolver problemas da mais pequena ilha do arquipélago

Num comunicado enviado à agência Lusa, o deputado Paulo Estêvão, que foi reeleito para a Assembleia Legislativa Regional em outubro pelo círculo do Corvo, refere que, "com independência da importância da questão dos afetos, importa, na perspetiva do PPM, atribuir um sentido prático a esta deslocação”, para “a resolução de algumas questões locais” que são “competências da Administração Central”.

Na nota, Paulo Estêvão aponta a elaboração de testamentos públicos na ilha do Corvo como uma das questões que importa resolver.

“Atualmente, a única funcionária permanente do Conservatório do Registo Civil, Predial e Cartório Notarial do município do Corvo não está autorizada a realizar testamentos públicos”, refere o deputado, notando que “o Código Civil prevê que os mesmos possam ser realizados a bordo de navios ou de aeronaves”.

Para Paul Estêvão, “não é aceitável que o Estado reconheça mais direitos aos passageiros de navios ou aviões do que aos 440 habitantes da periférica ilha do Corvo”.

No comunicado, o deputado adianta ainda que o grupo ocidental, que inclui também a ilha das Flores, “continua a não dispor de um radar meteorológico”, sendo que “nada está assumido e calendarizado a este respeito”.

“Trata-se, mais uma vez, de uma questão muito relevante para a ilha do Corvo, uma vez que o radar meteorológico é o principal meio com capacidade para efetuar previsões, a curto prazo, da ocorrência de situações extremas”, sublinha Paulo Estêvão, explicando que, “nas atuais circunstâncias, as populações das ilhas do Corvo e das Flores não receberão qualquer aviso prévio, em tempo útil, da ocorrência de situações extraordinárias, com um eventual potencial destrutivo muito elevado”.

Neste caso, o PPM pretende que “o Estado assuma um compromisso sério e devidamente calendarizado” e “no mais curto período de tempo possível”.

No comunicado, Paulo Estêvão pede “o máximo empenho do Presidente República na resolução destas questões”, além “das tradicionais ‘selfies’ e da distribuição de afetos, que também são importantes” e que o PPM “valoriza enquanto manifestação simbólica da solidariedade que deve unir todos os portugueses”.

O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, inicia na quinta-feira no Corvo uma visita de seis dias aos Açores, onde vai estar em sete das nove ilhas do arquipélago.

 

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