Parlamento espanhol debate hoje proposta socialista para refundar o euro


 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Ago de 2015, 08:30

O parlamento espanhol debate hoje um documento do PSOE no qual os socialistas espanhóis propõem uma refundação dos princípios da moeda única, com propostas como um salário mínimo europeu, uma união fiscal e novos mecanismos de controlo da política monetária.

O secretário de Economia do PSOE e um dos autores do projeto, Manuel de la Rocha, explicou à agência Lusa que o documento aborda cinco pontos principais.

O primeiro visa a concretização da União Bancária e do Mercado de Capitais Comum. O segundo aborda a necessidade de se "fazer um orçamento real para o euro", financiado por um lado por "impostos europeus, como o do CO2 (Carbono) ou transações financeiras" e, por outro, por um Tesouro Europeu que possa emitir euro-bonds.

O terceiro passa por uma União Social, com "regras comuns para salário mínimo, idade de reforma, mercado de trabalho" e uma "concertação social europeia".

O quarto ponto é uma "simplificação das regras do pacto de estabilidade e crescimento", propondo o PSOE, por exemplo, um limite de défice global para a União e não individualizado para cada país.

"As atuais regras são assimétricas e colocam mais carga sobre os países historicamente com mais défices", disse Manuel de la Rocha.

O quinto ponto visa a criação de uma instância, "uma subcâmara ou um comité" no Parlamento Europeu dedicada ao euro, para que as decisões - atualmente do BCE - passem a ter legitimidade democrática dos cidadãos europeus.

A "defesa" das ideias no parlamento estará a cargo de outro dos autores do documento, Juan Moscoso. O secretário-geral do PSOE, Pedro Sánchez, apresentará em setembro o documento ao líder dos socialistas franceses e presidente de França, François Hollande, que tem liderado a iniciativa de refundar o euro, na sequência da crise grega.

De acordo com PSOE, a evolução recente da crise grega "deixou claro" a necessidade de "acelerar mecanismos de coesão" na Europa e "eliminar desequilíbrios macroeconómicos" entre os vários estados-membros.

Manuel de la Rocha afirmou ainda à Lusa que os socialistas espanhóis "ficariam encantados" se o PS português - com quem dizem manter "uma relação estreita e magnífica" - se juntasse à iniciativa.


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