Oposição questiona alegado favorecimento de "low cost" nos Açores, Governo Regional nega

Oposição questiona alegado favorecimento de "low cost" nos Açores, Governo Regional nega

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Mar de 2015, 06:53

CDS-PP e PCP questionaram hoje o Governo dos Açores sobre alegados apoios às "low cost" que vão começar a voar para o arquipélago em abril e indicações à SATA para favorecer estas empresas, o que o executivo negou.

Durante um debate de urgência no plenário do parlamento açoriano sobre transportes, agendado pelo CDS-PP, Artur Lima, dirigente deste partido, e Aníbal Pires, do PCP, perguntaram ao Governo dos Açores se deu instruções à companhia aérea da região para não vender bilhetes para Lisboa a menos de 200 euros, para não prejudicar as vendas das ‘low cost’ que, alegadamente, estão abaixo das expetativas.

Os dois deputados quiseram ainda saber quanto é que o executivo açoriano pagou às ‘low cost’ para começarem a voar para os Açores, através da associação de turismo do arquipélago.

Durante o debate, a oposição lamentou também o abandono da TAP de algumas rotas que ligam os Açores ao continente a partir do final deste mês, nomeadamente, daquelas que não serão liberalizadas, como é o caso da ligação Faial/Lisboa.

Na resposta, o secretário regional dos Transportes, Vítor Fraga, negou qualquer indicação à SATA sobre tarifas, dizendo ser uma alegação “falsa” e uma “mentira”.

Vítor Fraga disse ainda que nem o Governo Regional nem a ATA (Associação de Turismo dos Açores) "financiam qualquer operação” de companhias ‘low cost’, acrescentando que “a única coisa" que existe é uma campanha de marketing feita em conjunto com uma dessas empresas nos mercados turísticos da Alemanha e do Reino Unido, com um custo de 90 mil euros.

Vincando que não há pagamentos às ‘low cost’ para voarem para os Açores, explicou que nem o subsídio de mobilidade aos residentes nem o regime de encaminhamentos de passageiros dentro do arquipélago têm a ver com a companhia aérea em que as pessoas voam de e para a região.

O secretário regional negou, por outro lado, qualquer acordo com o executivo da República para que a a TAP deixasse de voar para algumas ilhas, dizendo que nem não era essa “a posição” do Governo Regional.

“Quem resolveu abandonar o Faial foi a TAP e foi o Governo da República”, disse, na sequência de diversas intervenções de deputados eleitos por esta ilha, acrescentando que “no momento da verdade”, a SATA “se chegou à frente” e vai assegurar as rotas que a transportadora nacional deixou (Pico e Faial).

Vítor Fraga disse ainda que a SATA vai assegurar estas rotas com “qualidade” e “segurança”, reunindo até ao final do mês todas “as condições operacionais” para isso.

Durante o debate, o CDS-PP voltou a considerar que o novo modelo de transporte aéreo nos Açores é uma cedência aos interesses das ‘low cost’ e que, na verdade, só vai beneficiar o turismo de uma única ilha (São Miguel), “desprezando todas as outras”.

Vítor Fraga e o deputado do PS Francisco César responderam que as reservas na hotelaria revelam um aumento generalizado, independentemente da ilha, e que as novas ligações aéreas abrem “novas oportunidades” para o turismo da região.

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