Operadores querem ambiente marinho na certificação do destino turístico dos Açores

Operadores querem ambiente marinho na certificação do destino turístico dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Dez de 2017, 14:06

A Associação dos Operadores de Mergulho dos Açores (AOMA) reivindicou hoje que o ambiente marinho não deve ficar fora do processo de certificação do arquipélago como destino turístico sustentável e quer ser um parceiro ativo neste processo.

“Este é um passo excelente para os Açores e uma boa ideia do Governo Regional porque, de facto, a região é um destino turístico por excelência. A única situação que nos preocupa é que o ambiente marinho não fique de fora desta certificação”, declarou à agência Lusa o presidente da AOMA, Paulo Reis.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, anunciou a 5 de dezembro que a região vai avançar com o processo de certificação do arquipélago como destino turístico sustentável.

O dirigente da AOMA manifestou a sua preocupação pelo estado do ambiente marinho nos Açores para adiantar que “não existe grande sustentabilidade dos recursos marinhos” na região.

Paulo Reis declarou que face à escassez de atum nos últimos anos, que constitui uma importante fonte de rendimento da pesca no arquipélago, tem havido um “tremendo esforço de pesca junto à costa”, o que tem conduzido a uma “brutal diminuição de stocks”.

Para o responsável por esta associação, que esteve reunida no passado fim de semana, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, começa a ser “preocupante o que se irá deixar para as gerações futuras”, considerando que em termos de sustentabilidade, “neste momento, caminha-se para um precipício, a 200 quilómetros hora".

O responsável, que destaca o recente reconhecimento dos Açores com o galardão internacional de 3.º melhor destino de mergulho do mundo, defendeu a “urgente necessidade de implementação de áreas marinhas protegidas e recifes artificiais”.

Paulo Reis, na sequência do encontro dos operadores de mergulho, manifestou a sua preocupação com as “acessibilidades deficitárias, marítimas e aéreas atuais”, que “dificultam e prejudicam a movimentação dos turistas entre ilhas” e “impossibilitam a criação de pacotes de férias a preços competitivos, restringindo-se o crescimento económico”.

O presidente da AOMA está ainda preocupado com o “atual estado de abandono” dos parques arqueológicos subaquáticos dos Açores, que “não permitem aos operadores oferecerem uma experiência e visitação de qualidade”.

Os operadores de mergulho concluíram, também, pela “necessidade urgente” da revisão do Regulamento da Atividade Marítimo-Turística dos Açores para “dar resposta às necessidades atuais”.

A AOMA possui cerca de 40 associados nos Açores, onde se pode mergulhar com jamantas e tubarões azuis, entre outras espécies.



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