Operadores marítimos asseguram que carga para a Região foi toda escoada

Operadores marítimos asseguram que carga para a Região foi toda escoada

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Mai de 2016, 14:55

Operadores de transporte marítimo que asseguram as ligações entre o continente e os Açores garantiram este sábado não existir, neste momento, carga para ser escoada para o arquipélago.

José Raposo, da transportadora marítima Mutualista, disse que foi este sábado assegurada uma ligação suplementar com o navio "Furnas", de Lisboa para Ponta Delgada, que foi descarregada no porto este sábado de manhã, após acordo com a estiva que lhe permitiu escoar toda a sua carga para os Açores.

O Sindicato dos Estivadores emitiu um novo pré-aviso de greve, a 28 de abril, para o porto de Lisboa, com incidência nos portos de Setúbal e da Figueira da Foz, que prolongou a paralisação até ao dia 27 de maio. Já a 12 de maio foi anunciado o prolongamento da greve até 16 de junho.

O operador explicou que a maior parte da carga que escoou para Ponta Delgada são adubos necessários para a sementeira que se realiza nos Açores nesta altura do ano e considerados essenciais para os produtores agrícolas.

O responsável afirmou que os serviços mínimos estipulados "estão a dar resposta" aos serviços requisitados pela Mutualista, que volta a assegurar uma ligação de Lisboa para os Açores sexta feira.

Os serviços mínimos estipulados contemplam duas ligações marítimas de cinco em cinco dias, no mínimo, estando prevista a possibilidade de um reforço, se necessário, na sequência de nova deliberação do Governo da República, segundo João Pedro Costa, da Transinsular.

O responsável adiantou à Lusa que a transportadora não possui neste momento qualquer tipo de carga para escolar nos portos de Lisboa e Leixões, estando a ser assegurados os bens de primeira necessidade, admitindo, contudo, alguns atrasos pontuais por parte dos navios que asseguram as ligações com os Açores.

João Pedro Costa referiu que numa fase inicial da greve da estiva os serviços mínimos que foram estipulados não se revelaram suficientes, mas salvaguarda que a situação foi ultrapassada.

O operador receia, contudo, que a greve dos trabalhadores portuárias, de 02 a 06 de junho, que vai colidir com a greve da estiva, venha a introduzir alguma perturbação no escoamento de carga.

A Lusa tentou obter um depoimento da outra operadora marítima que opera para os Açores, a 'Boxlines', mas até ao momento não foi possível.

O presidente do Governo dos Açores garantiu na sexta-feira, na ilha do Pico, a defesa dos interesses da economia da região na sequência da greve dos estivadores e admite a requisição civil se não forem cumpridos os serviços mínimos.

"O Governo (Regional) mantém hoje a mesma postura de defesa dos interesses da economia dos Açores que manteve há dois anos", por ocasião de outra paralisação dos estivadores, afirmou à Lusa Vasco Cordeiro.

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