Ongoing nega estar a negociar fusão da PT com brasileira Oi


 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Jul de 2010, 07:36

A Ongoing negou hoje que esteja a negociar uma fusão da Portugal Telecom com a operadora brasileira Oi, como avançaram, este fim de semana, órgãos de comunicação social.

“Não existem quaisquer negociações”, garantiu à Lusa o presidente da empresa, Nuno Vasconcellos.

"Sempre disse que o mercado brasileiro é estratégico para a Portugal Telecom, mas as alternativas têm de ser vistas e propostas no quadro da própria PT", referiu, acrescentando que “cabe ao conselho de administração, em primeiro lugar, apresentar alternativas".

Questionado sobre a ideia de fundir a PT com a Oi, Nuno Vasconcellos admitiu gostar da ideia de existir um operador lusófono.

"Acarinhamos a ideia da existência de um operador lusófono global. É uma ideia que tem feito o seu caminho e que já foi defendida, por exemplo, pelo actual presidente da PT, Henrique Granadeiro", afirmou.

Também a PT desmentiu hoje estar a estudar qualquer operação concreta de aquisição ou fusão no mercado brasileiro depois de jornais do Brasil e de Portugal terem aventado a hipótese de uma fusão com a Oi.

Num comunicado enviado à CMVM, a administração da empresa declara que não se reuniu nem discutiu a eventualidade avançada no sábado e hoje pelos jornais português Diário Económico e brasileiro O Globo de grandes acionistas da PT, como BES e a Ongoing, estarem a estudar uma fusão com a Oi para contornar o veto do governo à compra da Vivo pela Telefónica.

A PT acrescenta que "não se encontra a estudar especificamente qualquer operação concreta de aquisição ou fusão no mercado brasileiro".

Segundo o jornal brasileiro O Globo, que cita uma fonte não identificada, o BES e a Ongoing estão “a mostrar que há um plano de negócios para a PT com a futura entrada no capital da brasileira Oi”.

No sábado, o Diário Económico, detido pela Ongoing, grupo que votou favoravelmente a proposta de aquisição da participação da PT na Vivo pela Telefónica, noticiava que "os principais acionistas da PT estão a estudar uma possibilidade de fusão com a operadora brasileira Oi, de forma a encontrar uma alternativa no Brasil que permita obter luz verde do Governo à venda da Vivo”.

De acordo com este jornal a operação permitiria defender os interesses estratégicos de Portugal com a permanência no mercado brasileiro – argumento do Estado para vetar o negócio – e, por outro lado, a fusão seria viável para os acionistas, privados e públicos, dado que o Governo brasileiro “não aceita ceder o controlo da Oi a investidores portugueses”.


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