OMS pede sistemas de saúde sólidos em África para responder às emergências

OMS pede sistemas de saúde sólidos em África para responder às emergências

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   30 de Jun de 2017, 14:57

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo para a melhoria dos sistemas de saúde no sentido de dar uma melhor resposta às enfermidades e emergências em África.

A diretora regional da OMS para aquele continente, Matshidiso Rebecca Moeti, destacou a importância de uma maior colaboração e compromisso entre as partes interessadas para conseguir uma cobertura sanitária universal, “sem deixar nada para trás”.

Anualmente, registam-se em África mais de 100 emergências de saúde que são ameaças potenciais para a paz e para a segurança do continente, já que interrompem a atividade económica e afetam os sistemas de saúde e as comunidades, por exemplo devido à restrição da circulação e ao isolamento da população, de acordo com a organização.

O Banco Mundial estimou que durante a crise de Ébola na África Ocidental em 2014 e 2015 perderam-se 2,1 mil milhões de dólares (1,84 mil milhões de euros), aproximadamente 16 por cento das receitas totais anuais dos três países mais afetados.

A OMS deu como exemplo o êxito na resposta ao atual surto de Ébola na província de Bas-Uele, no norte da República Democrática do Congo, controlado graças a uma colaboração entre o Governo e todos os parceiros de cooperação.

“Graças a um anúncio atempado e uma resposta rápida das autoridades sanitárias locais com o apoio internacional, assim como um financiamento flexível, pudemos responder rapidamente e enviar ajuda para a zona afetada, evitando um verdadeiro surto”, disse o diretor de comunicação da OMS África, Collins Boakye-Agiemang.

O Fórum Mundial sobre a saúde da OMS, realizado esta semana, em Kigali, debateu os problemas de saúde que África enfrenta, como a mortalidade materna e infantil, doenças infeciosas como a malária o VIH e a tuberculose e outras como o cancro, diabetes ou doenças cardiovasculares e mentais.

Para reduzir a mortalidade infantil, a diretora da OMS para África apelou que se priorize a imunização, acrescentando que uma em cada cinco crianças não têm as vacinas necessárias, um número que considera demasiado alto.

A OMS adiantou que a maioria dos problemas de saúde, especialmente os surtos de doenças e os desastres humanitários são agravados por sistemas de saúde débeis, um problema que vai ser abordado no fórum.

A organização promoveu reformas para melhorar a segurança na saúde através, por exemplo, de um novo programa para emergências com procedimentos administrativos simplificados e um maior papel operacional da OMS nas emergências de saúde pública.

Os representantes do fórum de Kigali sublinharam o processo alcançado na saúde nos últimos anos, mas reconhecem a necessidade de abordar doenças como a sida, a tuberculose e a malária, assim como as novas ameaças de doenças não infeciosas resultantes das alterações climáticas.

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