Número de mortos nos ataques 'jihadistas' de domingo sobe para mais de 150


 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Fev de 2016, 10:31

Pelo menos 150 pessoas morreram, na Síria, numa série de atentados reivindicados pelos 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI), em zonas controladas pelo regime do Presidente Assad, enquanto Washington e Moscovo insistem na instauração de um cessar-fogo.

 

Homs, a terceira cidade do país, foi atingida pelo mais sangrento atentado ali ocorrido desde 2011, com 59 mortos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização não-governamental.

No sul de Damasco, 83 pessoas foram mortas perto de um santuário xiita, num duplo ataque ‘jihadista’, noticiou a agência síria de notícias, enquanto o observatório contabilizou 96 mortos.

O enviado das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, emitiu um comunicado de condenação aos atentados.

Foi neste contexto, e apesar do fracasso das anteriores tentativas de decretar um cessar-fogo no país devastado pela guerra, que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou, no domingo, em Amã, “um acordo de princípio provisório” com a Rússia, sobre as condições para uma trégua, que “poderá começar nos próximos dias”.

A multiplicação dos protagonistas, as divisões internacionais e o aumento do poderio do grupo extremista EI e da Frente Al-Nusra minaram os esforços para uma solução do conflito que fez, em quase cinco anos, mais de 260.000 mortos e obrigou à fuga de mais de metade da população do país.

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