Número de mortos em ataques terroristas subiu 61% em 2013

Número de mortos em ataques terroristas subiu 61% em 2013

 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Nov de 2014, 17:20

O número de pessoas que morreram em ataques terroristas perpetrados no mundo subiu 61% em 2013, valores que refletem a ascensão de movimentos radicais como o Estado Islâmico (EI) ou o Boko Haram.

 

O estudo 2014 Global Terrorism Index - GTI (na versão em inglês), hoje apresentado em Londres pelo Institute for Economics and Peace (IEP), referiu que foram registados quase 10.000 ataques terroristas em 2013, o que representou um aumento de 44% face ao ano anterior.

Estes ataques fizeram um total de 17.958 vítimas mortais, mais do que as 11.133 registadas em 2012.

De acordo com o instituto, com sede na Austrália, 82% das mortes relacionadas com atos terroristas foram registadas em apenas cinco países: Iraque, Afeganistão, Paquistão, Nigéria e Síria.

O relatório identificou o Iraque como o país mais afetado pelo terrorismo em 2013. O número de vítimas mortais neste país mais que duplicou (164%), para 6.362, sendo o movimento ‘jihadista’ EI apontado como responsável pela maioria das mortes.

O IEP identificou como responsáveis por 66% das mortes ligadas a atos terroristas quatro grupos: o EI, o grupo radical islâmico Boko Haram, a rede terrorista Al-Qaeda e os talibãs.

A organização constatou, no entanto, que os ataques terroristas também aumentaram significativamente em outras partes do mundo. Em 60 países analisados foram registados 3.721 ataques, que mataram 3.236 pessoas, o que significou um aumento de 50% em comparação com 2012.

“Desde que lançamos o GTI em 2012, temos constatado um aumento significativo e preocupante dos atos de terrorismo em todo o mundo”, disse Steve Killelea, presidente executivo do IEP.

"Durante a última década, o aumento do terrorismo tem sido associado a grupos radicais islâmicos, cujas teologias violentas têm sido amplamente ensinadas. Para neutralizar estas influências, as formas moderadas das teologias sunitas precisam de ser defendidas pelas nações muçulmanas sunitas", acrescentou o representante.

Mas, a ideologia religiosa não é a única razão que motiva o terrorismo, sublinhou o relatório que observou que muitos países muçulmanos não são afetados por estes incidentes, o que significa que “existem outros fatores, como sociais, políticos e geopolíticos, em jogo”.

Mais de 90% dos ataques terroristas perpetrados no ano passado ocorreram em países que registam graves violações dos Direitos Humanos.

Em relação a 2014, o representante da organização australiana admitiu que existem fortes probabilidades de ser pior.

“Não quero prever o resultado para 2014, mas é difícil de imaginar que será melhor”, concluiu Steve Killelea.


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