Negócio dos circos segue "devagarinho como Portugal" com esperança na quadra

Negócio dos circos segue "devagarinho como Portugal" com esperança na quadra

 

Lusa/AO online   Nacional   22 de Dez de 2012, 11:38

O negócio dos circos segue "devagarinho como Portugal", mas os responsáveis acreditam que a época do Natal vai ajudar a equilibrar as contas, porque um pai "faz sempre um sacrifício para levar o filho" a ver o espetáculo.

 

“O negócio vai devagarinho, como todo o Portugal”, descreveu, em declarações à Lusa, o diretor do circo Chen, Miguel Chen.

O Chen está instalado nos terrenos da antiga Feira Popular, em Lisboa, desde 30 de novembro e ali permanecerá até 13 de janeiro. “Há 20 anos que ouço que no passado é que foi bom. Nós vamos vivendo”, disse.

Também em Lisboa, mas no Parque Tejo, está instalado o circo Cardinali, que ali ficará até 06 de janeiro.

O relações públicas da companhia, Paulo Amaral, diz que o público “continua a aderir bem”, e justifica: “o pai faz sempre um sacrifício para vir com a criança ao circo”.

A afluência de público no Cardinali é “muito relativa” e "há terras com mais [público], outras com menos, outras iguais aos anos anteriores”, afirmou.

Foi para contactar com outros públicos que o circo Dallas decidiu instalar-se nesta época em Ponta Delgada, no arquipélago dos Açores.

Um dos diretores da companhia, Renato Alves, diz que a afluência de público “tem estado normal, em tempos de crise”, o que significa que “não é casa cheia”.

Até 06 de janeiro, o circo estará em Ponta Delgada, para ver “se há consegue mais público do que no continente”.

No circo Mundial, instalado em Vila Nova de Gaia até 06 de janeiro, as coisas são ligeiramente diferentes.

De uns anos para os outros, refere o diretor Carlos Carvalho, “há menos gente, não há nenhum ramo que esteja a subir, porque a crise está instalada no país”.

Carlos Carvalho aposta nesta época para equilibrar as contas: “No Natal o circo é o espetáculo por excelência, é aí que conseguimos faturar”.

O responsável adiantou que, “para fazer face à crise”, o circo Mundial começou também a vender bilhetes em sites de descontos.

Os responsáveis ouvidos pela agência Lusa indicaram ainda o aumento da taxa do IVA (de seis para 13 por cento no início deste ano) como uma “dificuldade acrescida”. Apesar desse aumento, o preço dos bilhetes manteve-se inalterado.

“Há anos que o preço dos bilhetes é sempre igual. Temos que pagar a crise que temos”, referiu o relações públicas do circo Cardinali.

No Cardinali, no Mundial e no Dallas, os preços também se mantiveram inalterados.


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