Municípios dos Açores falam em danos avultados, mas ainda por contabilizar

Municípios dos Açores falam em danos avultados, mas ainda por contabilizar

 

Lusa/AO Online   Regional   15 de Dez de 2015, 17:07

O mau tempo que atingiu os Açores na segunda-feira provocou avultados prejuízos em vários concelhos do arquipélago, uma situação que se estende também ao setor agropecuário, mas as entidades ainda estão a contabilizar danos.

Segundo informação do município de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, as freguesias de São Roque e Livramento, ambas urbanas, foram as mais atingidas, sobretudo pelo facto das ondas terem atingido estradas e habitações.

Neste concelho, no qual se registou uma morte, um funcionário da junta de São Roque, destacam-se danos em telhados, árvores caídas e estruturas metálicas que voaram.

A contabilidade dos danos prossegue hoje em Ponta Delgada, assim como os trabalhos de limpeza, num dia em que o concelho continua sob chuva intensa e vento.

Ainda em São Miguel, o vice-presidente da Câmara de Vila Franca do Campo, Carlos Pimentel, destacou estragos “bastante consideráveis” na avenida litoral, entre outras situações de menor montante.

Em Povoação, freguesia da Ribeira Quente que foi a mais assolada pela intempérie, registaram-se prejuízos no porto, em alguns aparelhos de pesca e no posto de combustível, declarou o presidente da câmara, Carlos Ávila.

Já no Nordeste, os “danos significativos” ocorreram em telhados de escolas, casas e igrejas, o mesmo sucedendo na Ribeira Grande, onde há a somar quedas de árvores e cortes de estradas, além da necessidade de realojar uma família.

Na ilha Terceira, o presidente de Angra do Heroísmo, Álamo Meneses, estimou “prejuízos relativamente grandes”, sobretudo na orla costeira das freguesias do Porto Judeu e de São Mateus, bem como nas zonas balneares do Refugo e do Negrito, e no parque de campismo da Salga.

Face a esta situação, Álamo Meneses admite ser necessário recorrer, de novo, à cooperação técnica e financeira com o Governo Regional, à semelhança do que vai acontecer com a recuperação dos estragos provocados pelas cheias de setembro, de cerca de 1,5 milhões de euros em estradas e ribeiras.

Também Praia da Vitória pondera solicitar a cooperação do Governo Regional, estimando que os prejuízos possam atingir os 80 mil euros, sendo necessárias intervenções em escolas, vias e ribeiras, mas sobretudo nas zonas balneares das Quatro Ribeiras, das Escaleiras e dos Biscoitos, sendo que esta última já tinha sido já afetada em outubro deste ano.

No Faial, o mau tempo provocou, sobretudo, quedas de telhas de habitações particulares, pelo que a Câmara da Horta admite que os prejuízos serão mais privados que públicos.

Na ilha de São Jorge, destaca-se “danos consideráveis em habitações” em Velas, mas também em “edifícios e estruturas públicas”, como escolas.

“No campo municipal, as torres de iluminação ficaram destruídas e originaram danos em edifícios contíguos”, afirmou o presidente da Câmara de Velas, Luís Silveira, explicando que as torres custaram cerca de 200 mil euros.

Segundo o autarca, um eventual pedido de apoio extraordinário depende do apuramento do montante dos danos, assim como da cobertura dos respetivos seguros.

Na ilha do Pico, o presidente de São Roque do Pico, Roberto Silva, apontou danos na ordem dos 25 mil euros na zona balnear na Calheta do Nesquim.

No setor agrícola, o vento forte que se fez sentir na segunda-feira provocou também vários prejuízos, nomeadamente na alimentação para animais, nos caminhos rurais, em estábulos, havendo ainda o registo de alguns animais mortos, segundo o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, que apontou, ainda, danos em estufas de ananases.

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