Movimento entrega petição contra taxas na lagoa das Furnas

Movimento entrega petição contra taxas na lagoa das Furnas

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Mai de 2015, 13:23

Uma petição contra a adoção de taxas nas caldeiras da lagoa das Furnas, nos Açores, subscrita por 1.328 pessoas, foi hoje entregue no parlamento açoriano e à chefe de gabinete do presidente do Governo Regional.

“Pretendemos que a Assembleia Legislativa Regional dos Açores se reúna, discuta e veja quais são as nossas ambições em função das assinaturas que conseguimos recolher”, declarou à agência Lusa a porta-voz do movimento cívico promotor da iniciativa.

Na sequência da entrega da petição, Elisabeth Medeiros declarou que a chefe de gabinete de Vasco Cordeiro auscultou as pretensões do Movimento Lagoa das Furnas e assegurou que as iria transmitir ao presidente do Governo dos Açores.

A Câmara Municipal da Povoação anunciou a 13 de fevereiro a entrada em vigor (a 01 de março) de um pacote de taxas que prevê o pagamento da entrada na zona das caldeiras da lagoa das Furnas, assim como da utilização das covas no solo para fazer cozidos e o estacionamento.

Este grupo de cidadãos pretende, ainda de acordo com Elisabeth Medeiros, que pelo menos as portagens existentes para aceder à zona de cozidos da Lagoa das Furnas deixassem de existir, uma vez que a consequência tem sido a de menos visitantes por parte dos habitantes da ilha de São Miguel.

A porta-voz do Movimento Lagoa das Furnas recorda o encargo financeiro que é para um local ter que pagar, para além da portagem, o acesso a uma mesa para usufruir de um cozido confecionado nas caldeiras, bem como pagar o mesmo, a par do estacionamento.

De acordo com Elisabeth Medeiros, os locais preferem procurar em alternativa o concelho da Ribeira Grande, onde podem realizar o seu cozido sem quaisquer tipos de encargos.

Luís Quental, responsável pela Associação Empresarial das Furnas, que também integra o movimento cívico, considera que a adoção de taxas “afastou por completo” da lagoa das Furnas os residentes da ilha de São Miguel, que são os que “mais contribuem para a economia da freguesia”.

O empresário fornense acredita que a petição pode ajudar no sentido de “trazer o assunto para a discussão pública”, uma vez que “nunca houve” uma discussão sobre a adoção das taxas entretanto aplicadas na zona dos cozidos da lagoa das Furnas.

“A concessão da zona das caldeiras à Câmara Municipal da Povoação foi uma decisão de um membro do Governo Regional. Como tal, pretendemos deixar a mensagem ao presidente do executivo para que o assunto seja discutido, consensualizando o que é possível. Se há taxas que podem ser cobradas e que não afastem as pessoas da freguesia, nós não nos opomos”, declara Luís Quental.

Talhos, snack-bares, frutarias, entre outros espaços comerciais estão a ser penalizados com a adoção das taxas, segundo o responsável pela Associação Empresarial das Furnas.

Para usufruir do espaço das caldeiras da lagoa das Furnas, os residentes e turistas têm de pagar cinquenta cêntimos à entrada, enquanto a confeção dos cozidos custa três euros para particulares e 2,50 euros para a restauração local.

Estão, no entanto, contempladas isenções no pagamento da entrada para as crianças até 12 anos, os residentes nas Furnas e os possuidores do Cartão Amigo do Parque, da Direção Regional do Ambiente.

Estão ainda isentos de entrada o portador do cozido, guias turísticos, empresários da restauração, táxis e os condutores de autocarros.

O estacionamento é pago entre as 08:00 e as 20:00, ficando isentos os autocarros, os táxis e os veículos da restauração.


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