Movimento cívico critica apoio público a fórum taurino nos Açores

Movimento cívico critica apoio público a fórum taurino nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Mar de 2016, 17:02

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) criticou o apoio do Governo Regional à realização de um fórum taurino, considerando que o evento é "vergonhoso para os Açores" e pode afetar o desenvolvimento turístico do arquipélago.

 

O MCATA considera o evento, que "tanto dano pode fazer ao desenvolvimento turístico da região, deve ser cancelado e o dinheiro público inicialmente destinado ao seu financiamento ser usado em políticas que beneficiem realmente e de forma urgente a sociedade, a economia e a cultura açorianas", defendeu o movimento, num comunicado de imprensa.

O Fórum Mundial da Cultura Taurina, organizado pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, ocorre de dois em dois anos na ilha Terceira.

Este ano, a Secretaria Regional da Educação e Cultura atribuiu um apoio de 1.200 euros para financiar a aquisição de uma medalha comemorativa e de um 'welcome gift', ao abrigo do regime jurídico de apoios a atividades culturais, de acordo com um despacho publicado a 15 de fevereiro.

"O MCATA considera que se já é absurdo o facto de todos os açorianos terem de pagar do seu bolso milhares de euros para a realização desta reunião de amigos da tauromaquia, ainda mais absurdo é terem de pagar por algo tão pomposo e ridículo como são umas 'medalhas comemorativas' do evento", criticou o movimento.

Apesar de ainda conhecer o "valor total do subsídio que será concedido para a edição deste ano", o movimento abolicionista da tauromaquia lembrou que em 2014 o executivo açoriano atribuiu um apoio de 60 mil euros à realização do fórum.

"Num momento de grave situação económica, em que proliferam casos de crescente pobreza, nomeadamente na ilha Terceira, o Governo Regional vai novamente esbanjar dinheiro público para financiar uma reunião sobre uma prática, a tauromaquia, que é rejeitada pela maioria da sociedade açoriana", refere o MCATA em comunicado.

A Lusa tentou obter uma reação da secretaria regional, que não quis pronunciar-se sobre esta matéria.

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