Missão portuguesa no Haiti inicia trabalho no terreno


 

Lusa/AO On Line   Nacional   20 de Jan de 2010, 05:46

As equipas portuguesas de ajuda humanitária que estão no Haiti começam hoje a trabalhar no Hospital da Universidade de Miami, instalado no aeroporto de Port-au-Prince, onde estão dezenas de vítimas do sismo de há uma semana.

Quatro dias após terem chegado ao Haiti, os técnicos do INEM e da AMI vão dar apoio naquele hospital de campanha que a responsável pela equipa da emergência médica, Fátima Rato, considera ser um "cenário dantesco": "Nunca na minha vida vi tanta gente amputada".

"São duas tendas cheias de gente por todo o lado e 90 por cento dos doentes que estão ali têm fracturas ou lesões provocadas pela queda de estruturas", explicou à Lusa Fátima Rato, coordenadora da equipa do INEM.

O INEM começou a dar apoio no hospital na terça-feira à tarde, depois de uma reunião com os responsáveis da ONU pela área da saúde e uma visita ao local, que fica próximo do acampamento da equipa portuguesa.

Hoje, também a equipa da AMI vai começar a trabalhar ali. Mas esta será uma situação temporária, já que está em fase de conclusão um novo hospital de campanha com melhores condições mesmo ao lado do acampamento português.

A equipa das Forças Especiais de Bombeiros vai "dar apoio de logística à farmácia" do novo espaço médico, explicou por seu turno o coordenador da equipa portuguesa, Elísio Oliveira, que reconheceu que o facto de estarem parados já há alguns dias "provoca stress".

A equipa portuguesa, de cerca de 30 elementos, chegou domingo à noite a Port-au-Prince, a bordo de um C-130 da Força Aérea.

A missão integra elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da Força Especial de Bombeiros, do Instituto de Medicina Legal e da AMI.

O Haiti foi atingido por um violento sismo no dia 12 de Janeiro, que provocou pelo menos 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desalojados, segundo o último balanço provisório divulgado pela Protecção Civil haitiana.


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