Ministro anuncia gabinete do investidor para agilizar investimentos

Ministro anuncia gabinete do investidor para agilizar investimentos

 

lusa/AO Online   Economia   29 de Set de 2012, 11:36

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, anunciou na sexta-feira a intenção de criar um gabinete do investidor, com o objetivo de agilizar os investimentos que estejam parados há mais de 12 meses.

 

Falando em Vilamoura, na cerimónia de abertura do I Fórum Empresarial do Algarve, o membro do Governo garantiu que o novo organismo vai agilizar “tudo o que seja investimento que está parado há 12 meses”, pelas mais diversas razões, porque “é tempo de dizer basta” aos entraves burocráticos.

“Portugal não se pode dar ao luxo de desperdiçar estes investimentos e o Estado tem que dar o exemplo, ao providenciar este gabinete”, afirmou.

No discurso, Álvaro Santos Pereira sustentou a necessidade de voltar a industrializar Portugal e a Europa, observando que “o que se passou nos últimos 12 anos a nível do investimento é verdadeiramente trágico”.

Garantiu que o Governo está empenhado em melhorar as condições de financiamento das pequenas e médias empresas e tudo fazer para conseguir atrair capitais estrangeiros, tornando Portugal “num país mais amigo do investimento”.

O ministro diagnosticou a atual crise dividindo-a em três crises paralelas: a crise do sobre-endividamento das finanças públicas, famílias e empresas, a crise da competitividade e a crise da dívida externa.

Segundo Álvaro Santos Pereira, estas três crises foram-se acumulando “a cinco ou dez por cento ao ano e, se não fossem combatidas a tempo, tornar-se-iam insustentáveis”.

Sublinhou que a receita para combater aquelas crises não pode ser a mesma dos anos 30, porque não há margem para grandes investimentos públicos criadores de emprego, devido à combinação da crise financeira e bancária com a crise do sobre-endividamento.

Como forma de sair da atual situação, elogiou o processo iniciado pelo Governo português, no que respeita à consolidação orçamental e ao combate ao défice externo, que considerou “vital” para Portugal.

“Fizemos reformas que poucos países tiveram a coragem de fazer nos últimos anos”, sustentou, exemplificando com a reforma laboral e o programa de “licenciamento zero” de combate à burocracia na indústria.

Como reformas estruturais em curso, elegeu ainda o combate à burocracia, o novo código de insolvências, o combate aos setores protegidos – através da diminuição das rendas – e a internacionalização da economia portuguesa.

O I Fórum Empresarial do Algarve junta mais de 300 empresários, economistas e políticos de Portugal, Brasil, Angola, Índia, Emirados Árabes Unidos e Moçambique e terá como principal motivo de debate a crise económica internacional.

Organizado pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), o Fórum decorre entre sexta-feira e domingo em Vilamoura.


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