Milhares desfilam em defesa da escola pública

Milhares desfilam em defesa da escola pública

 

Lusa/AO Online   Nacional   18 de Jun de 2016, 16:58

Milhares de pessoas de todo o país estão a desfilar pela avenida da Liberdade, em Lisboa, integrando a marcha em defesa da escola pública.

Uma faixa com a frase "Unir vozes em defesa da escola pública" abre a manifestação, que conta com a participação de pais, alunos, professores, sindicalistas, políticos, reformados e ativistas de movimentos sociais.

"Escola pública é de todos, a privada é só de alguns", "A educação é um direito, sem ela nada feito" e "Dinheiro do Estado não pode ir para o privado", são algumas das palavras de ordem proferidas pelos manifestantes, que empunham cartazes alusivos ao lema da marcha.

"Pais em defesa da escola pública" e "Pública, gratuita e de qualidade para todos", são algumas das mensagens exibidas nos cartazes.

Na intervenção feita antes do início da marcha, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou que esta manifestação "não é do contra, mas sim pela escola pública".

Arménio Carlos considerou que "não é justo manter as escolas privadas que fazem concorrência às públicas" e acrescentou que "não é de estranhar que o PSD e o CDS não vejam com bons olhos esta manifestação", referindo as políticas dos últimos quatro anos.

O líder da Inter defendeu ainda a necessidade de combater "o embuste" do número de colégios privados que andavam "a viver à custa do Orçamento do Estado", que são 39.

Entre os participantes na marcha estava Carlos Santos, professor do ensino básico, na Guarda, que disse à agência Lusa que nos últimos 15 anos tem "existido um desinvestimento na escola pública, existindo muitos colégios privados que recebem dinheiro do Estado, em locais onde existem estabelecimentos de ensino público".

Outro participante, Francisco Ribeiro, enfermeiro reformado, de Leiria, disse participar na marcha para apoiar a escola pública por considerar que "o dinheiro do Estado tem de ser canalizado para uma escola pública de qualidade".

A marcha foi promovida principalmente pela Fenprof, convocada no final de maio, numa altura em que os colégios privados, com contrato de associação, se desdobravam em ações diárias para contestar a anunciada redução do número de turmas financiadas pelo Estado em estabelecimentos particulares, a partir do próximo ano letivo.

A petição em defesa da escola pública, que a Fenprof entregou na Assembleia da República, e que teve entre os primeiros subscritores nomes como os músicos Sérgio Godinho, Fausto e Pedro Abrunhosa, o poeta Manuel Alegre, a autarca Helena Roseta, a historiadora Raquel Varela ou o catedrático Santana Castilho, reuniu mais de 71 mil assinaturas.


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