Merkel e Barroso sublinham que Europa "tem de falar a uma só voz" para impôr regras

Merkel e Barroso sublinham que Europa "tem de falar a uma só voz" para impôr regras

 

Lusa/AO Online   Internacional   11 de Jun de 2010, 18:39

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmaram hoje em Berlim que a Europa “terá de falar a uma só voz”, para impor uma regulamentação eficaz dos mercados financeiros.

“O nosso objetivo é conseguir que nenhuma praça financeira, nenhum ator financeiro e nenhum produto financeiro possa existir sem estar regulamentado”, disse a chanceler alemã, antes de um jantar de trabalho com Durão Barroso para preparar o Conselho Europeu da próxima semana, e as cimeiras do G8 e do G20, no Canadá.

Referindo-se à crise orçamental na Zona Euro, Durão Barroso afirmou que é necessária uma outra cultura de estabilidade, para preservar o modelo social europeu.

“A prioridade é pôr ordem nas nossas finanças públicas. Precisamos de consolidação fiscal, de uma nova cultura de estabilidade financeira na Europa e de reformas estruturais”, disse o ex-chefe de governo português.

“As regras tem de ser respeitadas, violar as regras não é um delito de cavalheiros”, sublinhou.

Já quanto à necessidade de aplicar sanções a países que não respeitem os pressupostos do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), que impõe um limite para o défice das contas públicas de três por cento, e um endividamento máximo de 60 por cento em relação ao Produto Interno Bruto, Merkel e Barroso voltaram a ter opiniões diferentes.

“Prefiro falar de incentivos a conceder a Estados que cumpram as regras e a que os Estados que não cumpram não teriam acesso”, afirmou o presidente da Comissão Europeia.

A chanceler alemã, no entanto, reafirmou que, independentemente da terminologia a utilizar, “é preciso haver sanções, e também mais controlo, para que se possa agir muito mais cedo” em situações de descontrolo financeiro de um dado país da Zona Euro.

Durão Barroso aproveitou ainda para lembrar que as dificuldades orçamentais em alguns países da zona Euro “não resultaram do cumprimento dos tratados, mas precisamente do facto de as regras não terem sido cumpridas”.

No que se refere à necessidade de introduzir um travão à dívida nas constituições do estados membros, para evitar derrapagens financeiras nas contas públicas, Merkel e Barroso voltaram a concordar, sublinhando que se trata de uma decisão que compete a cada um dos Estados membros.


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