Medidas serão duras para famílias mas Portugal será história de sucesso

Medidas serão duras para famílias mas Portugal será história de sucesso

 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Out de 2011, 18:51

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje em Londres estar consciente que as medidas de austeridade "vão ser duras para as famílias" mas reiterou a sua necessidade para fazer de Portugal uma "história de sucesso"

"Estamos a aplicar medidas difíceis antes do prazo para assegurar que conseguimos ultrapassar até desafios desconhecidos", afirmou hoje Paulo Portas numa palestra na universidade London School of Economics, a qual intitulou de "Portugal cumpre".

"Temos de estar prontos para os piores cenários", insistiu o líder do CDS-PP, partido que forma a coligação no poder com o PSD, e enumerou algumas das medidas já aplicadas.

Entre estas estão o congelamento dos salários e redução do número dos funcionários públicos, cortes nas reformas, na Saúde e nas despesas da Administração Pública, incluindo com as escolas e empresas estatais, a descida nos investimentos públicos e o "imposto de solidariedade" temporário.

Sem revelar o conteúdo do orçamento de 2012, adiantou outras medidas previstas para este ano, como a venda das participações estatais na EDP, REN e GALP, as alterações à lei das rendas, a redução em "pelo menos 20 por cento" das empresas públicas através de privatizações ou encerramentos.

O programa assinado na sequência do pedido de assistência financeira implicou também aumentos nos custos com os transportes, eletricidade e gás natural, reconheceu, as quais o governo tentou mitigar com medidas para proteger os mais desfavorecidos.

Porém, no final da legislatura, em 2015, o líder do Partido Popular espera ter como resultado um "orçamento sólido e equilibrado".

"Nessa altura, teremos reduzido a despesa pública de 50,6 por cento para 40 por cento" graças a cortes em ministérios, comissões e organismos públicos, garantiu.

"Com estas medidas tão duras que delineámos, estamos conscientes de como os cortes vão ser duros para as famílias", admitiu Portas.

Mas prometeu que Portugal "vai cumprir" os compromissos feitos com a ‘troika’, formada pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional e também para "implementar reformas estruturais que consigam fazer o nosso país competitivo para o crescimento económico".

E "no meio de instabilidade financeira e económica" e perante uma economia globalizada imprevisível, o ministro afirmou que Portugal fará a sua parte.

"Queremos dar à Europa uma história de sucesso", disse.


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