Marcelo quer Portugal "independente" e "livre da sujeição"

Marcelo quer Portugal "independente" e "livre da sujeição"

 

AO Online   Nacional   10 de Jun de 2017, 11:13

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje no seu discurso do Dia de Portugal, no Porto, um país "independente" e "livre da sujeição".

Para o chefe de Estado, neste Dia de Portugal importa afirmar que se pretende no futuro um país “independente e livre”.

“Independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida, da sujeição. Livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo”, disse.

Mas este é também dia de Camões, portanto, “dia da nossa língua, da nossa educação, da nossa ciência, nossa inovação, nosso conhecimento, como que a dizer-nos que só seremos portadores de independência, de liberdade e de universalismo se juntarmos à cultura ancestral a antecipação do futuro”, acrescentou.

Num discurso de cerca de cinco minutos, Marcelo Rebelo de Sousa dedicou também uma palavra especial às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Comunidades “desse outro Portugal que nos faz universais”, disse, defendendo que devem estar “mais presentes nas nossas leis, nas nossas decisões coletivas, na nossa economia, mas sobretudo na nossa alma”.

O chefe de Estado disse que Portugal acompanha “muito de perto” as comunidades “com uma palavra de incondicional solidariedade, em especial para as que mais sofrem ou desesperam”, bem como se abre “àquelas e aqueles” que chegam ao país “de tantas paragens sonhando ficar” e ter uma vida melhor do que aquela que “lhes é negada nas suas terras natais”.

Este Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades e das Forças Armadas é um "dia simbólico” do que deve ser a missão do país de todos os dias: “respeitar quem nos deu e dá a independência e a liberdade de ser como somos, criar riqueza, combater a pobreza, superar injustiças, promover conhecimentos, abraçar uma pátria que não tem fronteiras espirituais e nasceu para ser ecuménica e fraternal”, sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou ainda a importância das Forças Armadas que deram ao país “vezes sem conta a independência e a liberdade” e as “constroem com determinação”, em território nacional e internacional.

Estando no Porto, “nesta leal, nobre, livre e independente cidade”, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou tratar-se de uma cidade que “nunca traiu” o país, bem como “nunca temeu e nunca vacilou”.

“Tal como dentro de horas em terras de Vera Cruz, unidos nos encontramos todos, para além do que nos possa apertar, afirmando que acreditamos em Portugal, acreditamos nos portugueses. O passado, mesmo quando menos feliz, foi a nossa garantia, o presente é a nossa exigência, o futuro é o nosso destino”, concluiu.

Após o seu discurso aplaudido por todos os convidados presentes, Marcelo condecorou três militares dos três ramos das Forças Armadas.

O discurso do Presidente, que também é comandante supremo das Forças Armadas, foi escutado pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e pelo primeiro-ministro, António Costa.

Os líderes partidários do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Assunção Cristas, também marcaram presença assim como os ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, da Cultura, Luís Castro Mendes, da Defesa, Azeredo Lopes, do Mar, Ana Paula Vitorino, e o ministro adjunto, Eduardo Cabrita.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.