Marca açoriana de vestuário reforça ambições de sucesso


 

Rui Leite Melo   Regional   16 de Dez de 2007, 11:06

Após um período que os próprios mentores do projecto classificam de experimental, a “Jampa”, única marca açoriana de pronto-a-vestir, está pronta para disputar o mercado com as grandes referências de vestuário generalista para jovens, cada vez mais presentes entre nós.
Criada há cerca de três anos, e limitada a uma pequena loja na Lagoa, hoje em dia, a “Jampa” já possui uma pequena cadeia de lojas em São Miguel, num total de cinco, espalhadas por Rabo de Peixe, Vila Franca do Campo, Ponta Garça, Ribeira Grande e Lagoa.
Um crescimento considerável, nomeadamente no último ano, que motivou os irmãos Paulo e Marco Santos a assumir, em definitivo, a aposta numa marca própria. Para além da possibilidade de alargar a rede de lojas para outros concelhos micaelenses, nomeadamente Ponta Delgada, mas também para outras ilhas, hipótese em aberto pois, como diz Paulo Santos “estamos atentos e as perspectivas são de crescimento. Não excluo nada até porque hoje em dia, com as novas tecnologias, facilmente se pode abrir lojas em vários sítios... O anos de 2008 ficará fundamentalmente marcado pelo grande lançamento da marca em termos de divulgação, não só pela publicidade, mas também através de várias acções de marketing”.
Tendo como público-alvo o consumidor jovem urbano, os produtos “Jampa” e a imagem da própria marca, bem patente no design das lojas, em nada fica a dever a muitos franchising direccionados para o mesmo mercado. De resto, as premissas são as mesmas: “a apresentação das lojas como modernas, com horários alargados e com uma boa relação preço/qualidade”, explica Marco Santos. Para além de roupa masculina, feminina e para bebés, a gama de produtos “Jampa” inclui acessórios, como malas, brincos, relógios ou óculos. O calçado também está disponível.
O reforço da aposta numa marca própria por parte da Moda Sonha, empresa-mãe da “Jampa”, surge num momento em que alguma crise está a atravessar o sector do comércio têxtil, muito devido à implementação das chamadas “lojas dos chineses” e dos preços quase imbatíveis por estas praticados.
Curiosamente, esta foi uma das razões que levaram ao avanço do projecto “Jampa”, como admite Paulo Santos: “Com a chegada dos chineses, houve uma retracção muito grande dos clientes da Moda Sonha, pois eles vieram com preços muito atractivos. Achámos que alguém tinha de fazer algo de diferente do que estava a ser feito no chamado comércio tradicional e aí resolvemos criar uma marca própria e ir para o mercado com lojas da nossa marca. Temos a nossa própria marca e trabalhamos a nossa própria marca”. Quanto à crise da indústria têxtil portuguesa, é algo que não preocupa os responsáveis pela “Jampa”, isto porque “não lhes seguimos o exemplo. A nossa marca é produzida onde deve ser feita, a fim de se garantir uma boa relação preço/qualidade: no Oriente”, concluem.
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