Majoração nos apoios para produção e comercialização pode chegar a 90%

Majoração nos apoios para produção e comercialização pode chegar a 90%

 

Lusa / AO online   Regional   3 de Dez de 2011, 12:26

A majoração dos apoios comunitários destinados à produção e comercialização agrícola local pode chegar a 90 por cento, revelou a eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves, defendendo a importância de os agricultores dos Açores aproveitarem os incentivos disponíveis.

A eurodeputada social-democrata, que falava aos jornalistas durante uma visita ao Mercado Municipal da Horta, no Faial, salientou que a proposta da Comissão Europeia para a revisão da Política Agrícola Comum (PAC) estabelece que, em matéria de desenvolvimento rural, cada país pode criar vários subprogramas, um dos quais para desenvolver as "cadeias curtas" entre a produção e a comercialização.

"É aquilo a que chamo de curto-circuitos entre o produtor e a distribuição", afirmou, acrescentando que, numa pequena escala como nos Açores, "esta proposta da Comissão Europeia deve ser maximamente aproveitada".

Maria do Céu Patrão Neves salientou que esta proposta de reforma da PAC vai passar ainda por um "longo período negocial" entre o Parlamento e o Conselho Europeu, que têm poderes de co-decisão nesta matéria, mas adiantou que a majoração a conceder nos apoios à produção local "não deverá passar além dos 90 por cento".

Na sua perspetiva, estes apoios vão acabar por favorecer "todo o mercado local", desde o produtor ao consumidor, aumentando o rendimento dos agricultores, diversificando a produção e, ao mesmo tempo, garantindo mais informação e segurança ao comprador.

"O que há a destacar é o facto de haver vontade política de favorecer aquilo que são circuitos curtos de abastecimento, promovendo mercados locais, produção local e diversificação agrícola", frisou.

A reforma da PAC, que entrará em vigor após 2013, tem como grandes objetivos garantir a independência alimentar de cada país, favorecer a cadeia agroalimentar, diminuir as importações e aumentar as exportações, gerar mais emprego e contribuir para uma melhor gestão ambiental do território.

Para a eurodeputada social-democrata, as regiões ultra-periféricas, e os Açores em particular, são um "terreno de ensaio perfeito" para a implementação destas medidas de desenvolvimento local.


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