Mais de 300 trabalhadores vão sair do BPI este ano, maioria em reformas antecipadas

Mais de 300 trabalhadores vão sair do BPI este ano, maioria em reformas antecipadas

 

Lusa/AO Online   Economia   27 de Jul de 2016, 08:17

O presidente executivo do BPI disse hoje que o banco prevê fechar este ano com menos 321 trabalhadores, estando em curso um programa de reformas antecipadas pelo qual deverão sair 264 pessoas.

De acordo com Fernando Ulrich, que hoje está a apresentar os resultados do banco do primeiro semestre, no final de junho o BPI tinha 5.846 trabalhadores, menos 54 do que no final de dezembro de 2015.

No entanto, a grande saída de trabalhadores do banco será feita no segundo semestre, sendo esperada a redução de 267 pessoas até final deste ano. Ou seja, no total sairão 321 funcionários do BPI, devendo o banco fechar 2016 com 5.578 trabalhadores em Portugal.

A maior parte destas saídas será por reformas antecipadas, que considerou Fernando Ulrich é a "forma mais cara e amigável de reduzir efetivos".

Até junho, já saíram do banco 12 trabalhadores com reformas antecipadas e a gestão do BPI prevê que mais 252 saiam no segundo semestre, no total de 264 pessoas que sairão através deste mecanismo.

"O impacto da saída de pessoas nos custos vai ser sentida a partir de janeiro de 2017", afirmou hoje Fernando Ulrich.

Para o processo de reformas antecipadas o BPI assumiu já um custo de 47,1 milhões de euros no primeiro semestre, ou 34,1 milhões de euros após impostos.

No entanto, segundo Ulrich, esse valor é praticamente anulado com a recente assinatura da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor bancário, que teve um impacto positivo nos resultados do banco em 44,3 milhões de euros.

"Estes 44,3 milhões de euros foram reinvestidos em reformas antecipadas", afirmou.

O presidente executivo do BPI comparou os custos do banco no final deste ano face a 2007, referindo que desde então houve uma redução de 15,8%.

O Banco BPI registou um resultado líquido de 105,9 milhões de euros entre janeiro e junho, uma subida homóloga de 39,1% face ao lucro apurado em igual período do ano passado, revelou hoje a instituição.

A atividade doméstica deu um contributo de 24,5 milhões de euros e a atividade internacional de 81,4 milhões de euros, dos quais 79,1 milhões de euros provenientes do Banco de Fomento Angola (BFA).

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