Mais de 200 trabalhadores saíram do Santander Totta até setembro

Mais de 200 trabalhadores saíram do Santander Totta até setembro

 

Lusa/AO online   Economia   2 de Nov de 2017, 16:33

Mais de 200 trabalhadores saíram do Santander Totta até setembro, disse o presidente do banco, Vieira Monteiro, acrescentando que foram feitas fusões em 67 agências.

O gestor não deu dados detalhados sobre as saídas de trabalhadores, referindo apenas que as saídas se deram através de rescisões por mútuo acordo e por reformas antecipadas, tendo em setembro o banco 5.841 funcionários.

Até final do ano, banco estima que ainda saiam mais algumas "dezenas de pessoas". (Santander Totta corrigiu o número de trabalhadores que tinha no final de setembro. Substituiu, portanto, no segundo parágrafo, "5.578" por "5.841")

Vieira Monteiro, que habitualmente não revela nas apresentações de resultados dados concretos sobre negociações de saídas de trabalhadores, não divulgou os custos tidos pelo banco com esse processo, referindo que são "dados internos".

Quanto a agências, Vieira Monteiro afirmou que o Santander Totta fundiu 67 balcões até final de setembro e que espera fundir mais 13 até ao final do ano.

O Santander Totta, que pertence ao grupo bancário espanhol Santander, divulgou hoje que teve lucros de 331,9 milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano, mais 13% que face ao mesmo período do ano passado.

"A evolução positiva do resultado líquido reflete a descida dos custos operacionais e das dotações de provisões para crédito, que compensam a diminuição de 4,6% no produto bancário", lê-se na informação divulgada à imprensa.

Nos primeiros nove meses do ano, o produto bancário do Santander Totta caiu 4,6% face a período homólogo para 858 milhões de euros, com a queda de 5,7% da margem financeira para 518,7 milhões de euros e dos resultados das operações financeira em 8,3% para 97,8 milhões de euros.

Vieira Monteiro justificou parte da queda com as vendas que o banco fez de dívida pública este ano, que gerou uma mais-valia de 20 milhões de euros mas que implica que a margem financeira já não seja beneficiada com os juros conseguidos com essa dívida. O Santander Totta detém, mesmo após vendas, 1.000 milhões de euros de obrigações do tesouro de Portugal, afirmou.

Já as comissões bancárias cresceram 4,7% para 248,9 milhões até setembro.

Quanto aos custos operacionais, até setembro, caíram 7,3% para 391,8 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2016, com os custos com pessoal a caírem 3,6% para 235,2 milhões de euros.

Contudo, estes custos são recorrentes, ou seja, sem efeitos extraordinários, caso dos valores gastos em compensações para as saídas de trabalhadores.

O Santander Totta irá crescer em número de trabalhadores com a integração do Banco Popular Portugal, apesar de a data para essa fusão acontecer ainda não estar definida, uma vez que este tinha cerca de 1.000 funcionários aquando da resolução em junho do grupo bancário em Espanha.



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