Madeira vai ajudar Açores a criar projeto de resposta rápida em situações de catástrofe

Madeira vai ajudar Açores a criar projeto de resposta rápida em situações de catástrofe

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Set de 2015, 12:48

A Madeira, pioneira a nível nacional na criação de uma via verde para responder a situações de catástrofe, foi convidada para dar formação no continente nesta área e ajudar a criar o mesmo projeto nos Açores.

 

“Foi uma área que a Madeira, por razões nada agradáveis [caso do temporal do 20 de fevereiro de 2010, em que morreram mais de 40 pessoas], teve de desenvolver e apetrechar para dar resposta rápida, eficiente e eficaz nas situações de desastre”, disse o diretor do Serviço de Urgência do hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

Pedro Ramos falava aos jornalistas à margem da Semana de Emergência, que decorre até 18 de setembro, no Funchal, e vai abordar as vias verdes implementadas no arquipélago. A constituição destes canais implica uma maior celeridade na comunicação e prevê uma redução do tempo de resposta e a eliminação de ‘ruído’ desde o alerta até ao serviço de maior diferenciação.

O responsável salientou que a Madeira tem neste momento 15 instrutores europeus de catástrofe, tendo sido convidados para ir a Itália e ir novamente outubro à Holanda, para dar formação. Está também “em marcha” um outro curso que vai decorrer em Cascais.

“Fomos convidados pelo secretário Regional dos Assuntos Sociais dos Açores, que propôs dar início ao projeto dos Açores no próximo mês de fevereiro”, anunciou Pedro Ramos, destacando que o objetivo é que os “colegas açorianos, de forma autónoma, possam desenvolver o seu projeto de resposta a catástrofes”.

Pedro Ramos mencionou que 199 utentes foram ao serviço de urgência nos primeiros oito dias no âmbito do 20 de fevereiro.

Por seu turno, o responsável do Serviço de Cuidados Intensivos do hospital madeirense salientou que, em 2009, o Serviço Regional de Saúde da Madeira (Sesaram) também iniciou um sistema de resposta rápida à infeção sépsis, através de uma via verde, no serviço de urgência, projeto que, no ano seguinte, foi ampliado ao pré-hospitalar.

“Fomos pioneiros e ainda somos dos poucos no mundo que têm implementada uma resposta rápida à sépsis no pré-hospitalar”, indicou, realçando que este projeto tem sido replicado e reconhecido.

Em 2010, uma circular da Direção-Geral de Saúde (DGS) propôs “com caráter obrigatório a implementação da via verde da sépsis até fim de 2011 em todos os hospitais da rede nacional de cuidados com serviços de urgência polivalentes, que tem unidades de cuidados intensivos”.

José Júlio Nóbrega adiantou que a Madeira participa nestas equipas de trabalho a nível nacional e que a DGS está a rever e vai divulgar “uma nova norma atualizada, com base em níveis de referência” nesta área.

Por seu turno, o diretor clínico do hospital do Funchal, Eugénio Mendonça, defendeu que “todos têm de saber trabalhar em equipa” na área da saúde na região e sustentou que “o passo fundamental é que todos ajudem o Serviço Regional de Saúde a ultrapassar as dificuldades que está a viver e as que se avizinham”.

O evento contou na abertura com a presença do secretário regional da Saúde, João Faria Nunes.

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