Livro dá a conhecer "veias de lava" da montanha do Pico

Livro dá a conhecer "veias de lava" da montanha do Pico

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Jul de 2016, 10:44

A ilha do Pico tem inventariadas 160 cavidades vulcânicas, num total de quase 300 conhecidas, no arquipélago, um património reunido em livro, para mostrar as "veias de lava" da montanha, adiantou o vulcanólogo Victor Hugo Forjaz.

 

“As cavernas vulcânicas são uma espécie de veias de lava da montanha, onde a lava circulou e há de circular durante os próximos séculos, aumentando o tamanho da ilha”, afirmou Victor Hugo Forjaz, que, conjuntamente com Albino Terra Garcia e Luís Miguel Almeida, escreveu o livro, que reúne centenas de fotografias e algumas gravuras das cavidades vulcânicas existentes no Pico.

Intitulada “No ventre sagrado da ilha”, a obra, editada apenas em português pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, será apresentada na quinta-feira, pelas 20:30 (mais uma hora em Lisboa), na Câmara da Madalena, ilha do Pico, no âmbito do programa das festas concelhias de Santa Maria Madalena.

Victor Hugo Forjaz adiantou que o livro tem também por objetivo prestar homenagem ao espeleólogo picaroto Albino Terra Garcia, pela sua “obra meritória” ao nível da descoberta e salvaguarda das cavidades vulcânicas existentes na ilha, onde está o ponto mais alto de Portugal, a montanha do Pico, com 2.351 metros de altitude.

“Ele é o grande descobridor de cavernas no Pico e, por outro lado, ele compra terrenos onde há cavernas para que os lavradores não as entulhem e as façam desaparecer” referiu o vulcanólogo açoriano, que lamentou que este património de “valor inestimável” não sejam melhor protegido e potenciado turisticamente.

Victor Hugo Forjaz explicou que, apesar do Pico ter 300 mil anos de existência, “é ilha mais recente” do arquipélago açoriano e, “por este motivo, tem algares verticais e túneis horizontais de grande beleza”.

O Corvo é a única das nove ilhas dos Açores onde, até ao momento, não é conhecida qualquer gruta ou algar.

Das quase 300 cavidades vulcânicas naturais (tubos de lava e algares vulcânicos) conhecidas, atualmente, nos Açores, nem todas são visitáveis ou estão abertas ao público em geral.

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