Líder do PSD/Açores alerta para escolas com metade das crianças com apoio social

Líder do PSD/Açores alerta para escolas com metade das crianças com apoio social

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Ago de 2014, 06:19

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, salientou quarta-feira que há escolas no arquipélago em que metade dos alunos beneficiam de apoio social, considerando que a região vive uma crise "muito profunda".

 

"Temos escolas nos Açores onde mais de 50% dos alunos necessitam de apoio da Ação Social Escolar. Isto é dramático", frisou Duarte Freitas, numa sessão comemorativa dos 40 anos do PSD/Açores, na Praia da Vitória.

O líder regional social-democrata lembrou ainda que a região tem a maior taxa de desemprego do país e é a que atribui mais Rendimento Social de Inserção (RSI), questionando os motivos para a atual situação económica depois de "tantos milhões" de fundos comunitários.

Duarte Freitas considerou que enquanto nos primeiros 20 anos de autonomia se assistiu ao "desenvolvimento infraestrutural dos Açores", nos últimos 20 anos assistiu-se à "consolidação de uma estrutura de poder", acusando o Governo de estar mais interessado em lutar pelo poder do que em "responder aos anseios profundos" dos açorianos.

Para o líder regional do PSD, não basta aos Açores garantir uma autonomia política, mas também financeira, administrativa e de solidariedade interna, do mesmo modo que é preciso garantir uma democracia política, económica, cultura e social.

"Acho que nos Açores estamos a perder um pouco desta lógica da autonomia verdadeira e da democracia profunda", disse, alegando que depois de 40 anos de democracia ainda existe "medo" de falar nos Açores.

"Vive-se numa região onde muitas vezes o medo existe de novo, onde as pessoas têm receio de falar, onde as pessoas têm receio de se pronunciar", afirmou.

Duarte Freitas defendeu que a autonomia dos próximos 40 anos tem de ser diferente na sua "arquitetura", lembrando que o partido tem vindo a recolher contributos para uma reforma do sistema político na região.

Nesse sentido, defendeu uma redução dos cargos públicos, dentro e fora do parlamento açoriano, e uma revisão do sistema eleitoral, que garanta a realidade de ilha.

"É verdade, temos que diminuir o número de deputados. Eu já o defendo há muito e vou defendê-lo sempre, mas atenção: há muitos outros cargos de nomeação política que têm de ser extintos", salientou, dando como exemplo os delegados das secretarias nas ilhas e o número de administradores no setor público empresarial.


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