Inspetores de viação agendam cinco dias de greve em abril nos Açores

Inspetores de viação agendam cinco dias de greve em abril nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   12 de Mar de 2018, 17:12

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas anunciou esta segunda-feira uma greve entre os dias 02 e 06 de abril, reivindicando a regulamentação imediata das carreiras de inspetor de viação nos Açores.

“Foi hoje entregue ao Governo Regional [açoriano] um aviso prévio de greve para os dias 02, 03, 04, 05 e 06 de abril, que é a semana logo a seguir à Páscoa”, afirmou o coordenador do sindicato, João Decq Mota, em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O dirigente sublinhou que o sindicato, “no seguimento de diversas reuniões com o diretor regional dos Transportes" enviou em 15 de novembro de 2017 uma "proposta concreta que não mereceu até à presente data qualquer tipo de resposta” do executivo.

De acordo com o sindicato, nos Açores existem cinco inspetores-adjuntos de viação e oito inspetores técnicos que têm “índices salariais diferentes e carreiras diferentes”.

Rui Andrade, inspetor-adjunto, explicou também na conferência de imprensa de hoje que a reivindicação passa por só haver a carreira de inspetor técnico, sustentando que “a luta pela revisão vem desde 2014”, mas “o Governo Regional tem feito orelhas moucas às pretensões”, alegando que só será feita a revisão quando esta ocorrer no continente.

"Ao contrário do continente, nos Açores, e dadas as especificidades, a carreira é um pouco mais alargada e tem a ver com a fiscalização de todas as atividades relacionadas com transporte de mercadorias, passageiros, crianças e matérias perigosas e exames de condução", explicou.

Segundo disse, "há uma discriminação entre inspetores técnicos e adjuntos, porque todos fazem o mesmo, são avaliados da mesma forma, mas em índices salariais e carreiras diferentes", o que disse ser "inconstitucional".

Rui Andrade considerou ainda que “não é admissível que um funcionário na ilha de Santa Maria faça o mesmo que o das Flores, mas em carreiras diferentes”.

“Da mesma forma que não faz sentido no mesmo gabinete em Ponta Delgada [São Miguel] trabalharem cinco funcionários, uns adjuntos outros técnicos, e todos fazem o mesmo, mas em índices salariais diferentes e em careiras diferentes”, acrescentou.

João Decq Mota referiu que este é um processo que "já vem de há muitos anos" e com o congelamento de careiras ficaram aqueles técnicos "a marcar passo".

"Mas no fundo a carreira de inspetor-adjunto de viação é para extinguir, porque no continente não existe", vincou.

O coordenador do sindicato garantiu, ainda, a presença de uma representação regional na manifestação nacional de trabalhadores da administração pública na sexta-feira, apontando que são “muitos os motivos para lutar” e “sair à rua” naquele dia.




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