Infraestruturas e formação de ativos são prioridades dos empresários dos Açores

Infraestruturas e formação de ativos são prioridades dos empresários dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   11 de Set de 2017, 11:28

As infraestruturas turísticas e a formação de ativos são as prioridades que a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) apresentou ao Governo Regional no âmbito da preparação das propostas do Plano e Orçamento para 2018.

“A nossa prioridade das prioridades maiores foi no sentido de haver dotações adequadas para as intervenções na área do turismo”, afirmou Mário Fortuna, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, referindo que estas são a dois níveis, infraestruturas e formação de ativos.

O responsável falava aos jornalistas no final de uma audição com o presidente do Governo dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, no âmbito das reuniões com os parceiros sociais e os partidos de preparação das propostas de Plano e Orçamento para 2018.

Segundo Mário Fortuna, “tem sido amplamente debatido o problema dos miradouros, de zonas balneares e de pontos de excelência de visita dos turistas”, reconhecendo haver “uma pressão muito grande sobre estas áreas e era importantíssimo que rapidamente houvesse intervenções no sentido, não de as bloquear, mas de as adequar a esta procura adicional que é bem-vinda, é positiva para a economia dos Açores”.

O dirigente destacou, ainda, a necessidade da “requalificação dos recursos humanos”, considerando “fundamental que sejam ativadas as linhas de apoio, que têm sido muito exíguas, à formação de ativos”, dado que se “tem notado uma procura enorme na área do turismo e uma deficiência grande na oferta de pessoas qualificadas”.

“A nossa estimativa rápida foi de que dez milhões de euros seria um valor adequado para fazer tudo aquilo que é preciso fazer em todas as ilhas quer na área da formação quer na área das infraestruturas”, acrescentou.

Sobre a reabilitação urbana, Mário Fortuna referiu que para a CCIA era importante que “o alojamento local voltasse a entrar nas linhas de apoio ao turismo”, para ajudar a requalificação urbana e reconverter o edificado.

Neste âmbito, defendeu que esta requalificação deve contemplar duas áreas, “melhoria da capacidade dos edifícios para resistir às catástrofes naturais e a qualidade”, preconizando a extensão da marca Açores ao alojamento.

A situação da transportadora aérea açoriana SATA e os transportes marítimos foram outros dos assuntos abordados na audiência, adiantou Mário Fortuna, apontando ainda a questão “de haver mais recursos para as atividades competitivas, sustentáveis, reprodutivas no setor privado, para promover maior criação de empregos não dependentes diretamente do Orçamento público”.

A CCIA representa cerca de 2.200 empresários.

Na reunião, estiveram com Mário Fortuna os presidentes das câmaras de comércio e industria de Angra do Heroísmo, Sandro Paim, e da Horta, Carlos Morais, este demissionário.

O presidente do Governo Regional fez-se acompanhar do vice-presidente, Sérgio Ávila, que tem as pastas do Emprego e Competitividade Empresarial e, entre as competências, as Finanças e Orçamento.

O Orçamento dos Açores para o ano em curso é de 1.214 milhões de euros e foi aprovado em março com os votos favoráveis do PS, partido maioritário no parlamento regional, e a abstenção do CDS-PP.

PSD, BE, PCP e PPM votaram contra.

PS e CDS votaram favoravelmente o Plano de Investimentos para 2017.



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