Incêndio que destruiu Centro de Saúde em fase de rescaldo (vídeo)

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Lusa/AO online   Regional   24 de Set de 2014, 12:54

O incêndio que deflagrou esta quarta-feira no centro de Ponta Delgada destruiu um edifício onde funcionavam serviços da Unidade de Saúde de ilha de São Miguel, estando já em fase de rescaldo.

O coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Ponta Delgada, Pedro Azevedo, disse aos jornalistas, no local, pelas 10:45 (11:45 no continente), que a fase de rescaldo "vai ainda demorar com certeza algumas horas", para não haver nenhuma possibilidade de reacendimento.

Pedro Azevedo revelou que o incêndio ficou confinado ao edifício que ardeu, tendo sido essa a preocupação dos bombeiros "logo no início" da operação de combate, para evitar que as chamas alastrassem aos prédios geminados.

O edifício, explicou, tem o interior destruído, mas só após o final do rescaldo será possível avaliar, com técnicos de engenharia civil, os danos causados na estrutura e a eventual necessidade de limitar a circulação de pessoas e carros na via pública.

Por enquanto, a rua Conselheiro Luís Bettencourt continua cortada ao trânsito e aos peões.

Dois bombeiros sofreram "queimaduras ligeiras", mas "nada de especial", não tendo havido sequer a necessidade de serem assistidos no hospital ou em qualquer outra unidade de saúde, segundo Pedro Azevedo.

A origem do incêndio é ainda desconhecida, mas existem "indícios" de que, provavelmente, se deveu a um curto-circuito no primeiro piso, acrescentou.

Segundo o responsável, estão no local bombeiros das corporações de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo, além de elementos da PSP, da Polícia Municipal e da Proteção Civil municipal, que coordenou as forças no terreno.

O alerta foi dado às 07:29 e a primeira viatura saiu às 07:33, acrescentou Pedro Azevedo, garantindo que a coordenação "correu bem" e desmentindo relatos que circulam no local de que as bocas de incêndio da zona não estariam todas as funcionar.

A opção, explicou, foi reabastecer os autotanques com água do mar, dada a sua proximidade do local, estando, no entanto, a ser usada também uma boca de incêndio com esse objetivo.

A presidente da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel, Maria João Carreiro, explicou aos jornalistas, também no local, que o "alarme de intrusão" soou por volta das 07:00 e que quando um segurança privado e a polícia chegaram ao local e abriram a porta do edifício já havia fumo no interior.

No entanto, apesar de o alarme ter disparado, "isso não significa que tenha havido intrusão", sublinhou, afirmando que a hipótese mais provável é que o fogo tenha deflagrado sem ninguém dentro do edifício.

Maria João Carreiro destacou que "o importante" é que não houve feridos ou "perdas humanas" e sublinhou que naquele espaço só funcionavam serviços administrativos e não atendimento aos doentes, estando a ser já procurada uma alternativa.

Segundo informações da Proteção Civil dos Açores, o incêndio foi combatido por dez viaturas e 25 bombeiros.



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