Ilha das Flores quer saber para quando a construção de estação geodésica


 

Lusa/AO Online   Regional   4 de Abr de 2016, 11:04

O Conselho de Ilha das Flores, quer saber como está o processo da estação geodésica, segundo um memorando enviado ao Governo Regional a propósito da visita estatuária que o executivo regional inicia na terça-feira à ilha.

 

O documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, elenca 35 pontos, que vão desde a saúde aos transportes, das comunicações móveis ao acesso à medicina no trabalho, entre outros, repetindo várias propostas de memorandos elaborados por ocasião de visitas estatutárias anteriores às Flores.

A ilha de Santa Maria dispõe de uma estação geodésica e espacial, com tecnologia para medir movimentos de massas terrestres, fundamentais para, por exemplo, prever sismos, sendo que estava programado construir na ilha das Flores uma segunda estação, no âmbito da Rede Atlântica de Estações Geodinâmicas e Espaciais (RAEGE).

A RAEGE é um projeto do Governo Regional dos Açores e do Governo de Espanha, orçado em 25 milhões de euros, cofinanciados com verbas europeias, e que prevê a construção de quatro estações deste tipo, duas naquele país e duas no arquipélago açoriano.

No memorando, o Conselho de Ilha, entidade consultiva que integra autarcas e representantes dos sindicatos e associações empresariais, além de outros organismos ligados ao ambiente, pescas ou agricultura, pede ao executivo regional para “ter em conta a atual situação financeira da Cooperativa Ocidental, mantendo o apoio técnico à gestão e produção de leite e, em conjunto com a sua direção, assegurar a viabilidade da unidade fabril”.

Na área da saúde, os conselheiros querem saber o ponto de situação da instalação do posto de saúde das Lajes das Flores, da rentabilização da câmara hiperbárica e da unidade de hidroterapia (encerrada por razões de segurança), e sobre a possibilidade de deslocar mais médicos especialistas à ilha, abrangendo maior número de especialidades.

Na educação, o Conselho de Ilha das Flores reclama “uma intervenção mais profunda” na escola padre Maurício de Freitas, em Santa Cruz das Flores, e, ainda em matéria de obras públicas, pretende saber se se mantém a calendarização das obras de proteção da orla costeira ou da requalificação do porto das Poças, para aumento da capacidade de transporte de passageiros.

No memorando, os conselheiros congratulam-se com o aumento do número de voos, lugares e capacidade de carga no horário de verão da companhia aérea açoriana SATA, uma antiga reivindicação, mas perguntam, de novo, para quando a certificação da iluminação da pista.

O reforço da produção de gelo, a operacionalidade do posto de pescas da freguesia de Ponta Delgada, a selagem das lixeiras, a repavimentação de estradas e os transportes escolares são outras questões que o Conselho de Ilha vai suscitar ao executivo regional, que incluem, ainda, a criação de um horário de verão pela Atlânticoline, empresa pública de transporte de passageiros e viaturas dos Açores, na qual seja contemplada a ligação entre as Lajes das Flores e o Corvo pela embarcação “Ariel”.

O executivo açoriano cumpre na terça e quarta-feira a visita anual que faz à ilha das Flores, como impõe o Estatuto Político-Administrativo da região, ocasião em que se reúne em Conselho de Governo e tem encontro com a população e diversas entidades, incluindo o Conselho de Ilha, além de visitar obras e instituições.



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