Human Rights Watch insta Malásia a acabar com censura contra portal crítico


 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Jul de 2015, 12:28

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) instou hoje o Governo malaio a levantar o bloqueio imposto ao portal Sarawak Report pelas denúncias de corrupção contra o primeiro-ministro, Najib Razak.

 

A censura contra o 'site' e as ameaças de perseguição contra os críticos da Administração não dissipam as dúvidas sobre as más práticas do Executivo, refere em comunicado a HRW.

"O Governo malaio deve levantar as proibições e enfrentar as acusações em vez de se dedicar a reprimir", sublinhou Brad Adams, diretor para a Ásia da organização de defesa dos direitos humanos.

As autoridades malaias anunciaram, este domingo, o bloqueio "temporário" do portal informativo, sob o argumento de que o conteúdo publicado "se encontra sob investigação" por conter "informação não verificada".

O Sarawak Report e o diário norte-americano The Wall Street Journal denunciaram a 03 de julho que, segundo relatórios oficiais da Malásia, 700 milhões de dólares (635 milhões de euros) do braço oficial de investimento "1MDB" foram desviados para contas bancárias do primeiro-ministro malaio.

Tanto Najib Razak como "1MDB" negaram desde o início a veracidade da informação.

A empresa "1MDB" nasceu em 2009 e desde a sua criação acumulou perdas na ordem de 42.000 milhões de ringit (10.003 milhões de euros).

As autoridades ordenaram este ano uma auditoria à empresa, que iniciou em março, para entender como se chegou a essa situação económica precária, e examinar acusações de subornos e de contratos fraudulentos.

O relatório preliminar elaborado por uma auditora oficial iliba o chefe do Governo, devendo o definitivo ser apresentado no final do ano.


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