Hamas anunciou que aceita trégua de 24 horas

Hamas anunciou que aceita trégua de 24 horas

 

LUSA/AOnline   Internacional   27 de Jul de 2014, 14:00

O movimento islamita Hamas disse hoje que aceita uma trégua humanitária de 24 horas na faixa de Gaza a partir das 14:00 horas locais (12:00 horas em Lisboa), poucas horas depois de Israel ter retomado a ofensiva naquele território.

"Em resposta a um pedido das Nações Unidas, os movimentos da Resistência (palestiniana) aceitaram uma trégua humanitária de 24 horas que começará às 14:00 (12:00 de Lisboa) de hoje", indicou o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, em comunicado.

Zuhri disse que o cessar-fogo ocorrerá antes dos três dias de feriado muçulmano Eid al-Fitr, que marcam o fim do Ramadão e que deverá começar segunda-feira.

Israel não reagiu ao anúncio do Hamas e os ataques israelitas continuam em Gaza.

Os dois lados do conflito concordaram em fazer uma trégua humanitária de 12 horas no sábado, com Israel a mostrar-se favorável ao prolongamento do cessar-fogo até à meia-noite de hoje, enquanto o Hamas retomou os disparos de foguetes, mal terminou a trégua inicial.

Durante os disparos, um soldado israelita foi morto, elevando para 43 o número de baixas no exército de Israel.

A operação em Gaza começou a 08 de julho e causou já a morte a 1.053 palestinianos e feriu outros 6 mil.

Hoje de manhã, Israel anunciou que retomaria os ataques a Gaza, depois dos "incessantes" disparos do Hamas.

Pelo menos oito palestinianos morreram desde a retomada da ofensiva israelita no território.

Entretanto, a França condenou a "engrenagem" de ataques em Gaza e Israel e pediu urgência num "verdadeiro cessar-fogo" e na "abertura de negociações".

"Apesar dos múltiplos apelos internacionais e de compromissos das duas partes, os ataques recomeçaram em Gaza e Israel com o seu insuportável cortejo de destruição e mortes. Quaisquer que sejam as razões invocadas, nada conseguirá justificar a continuidade de confrontos sangrentos", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius.

"A França condena esta engrenagem e reclama com urgência um cessar-fogo real e a abertura de negociações", acrescentou.


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