Habitantes de Loures aguardam com expectativa construção do hospital com 90 anos de atraso


 

Lusa / AO online   Economia   10 de Jan de 2010, 13:04

O primeiro documento a reivindicar um hospital para Loures é de 1920. Noventa anos depois, prestes a iniciar-se a sua construção, a expectativa dos habitantes é grande, pois acreditam que o futuro hospital vai mudar as suas vidas.

Depois de vários anos de anúncios e adiamentos, as obras do futuro hospital deverão mesmo avançar. Pelo menos é essa a convicção da autarquia que assegura que o processo de construção do hospital é irreversível".

"Parece mentira, mas é mesmo desta que o hospital de Loures vai arrancar. Já não há volta a dar porque já foi feita a adjudicação e assinado o contrato com o consórcio", aponta o presidente da Câmara Municipal de Loures, Carlos Teixeira.

A expectativa do autarca é partilhada pelos habitantes de Loures, que reconhecem a importância do estabelecimento de saúde para o concelho, mas que mantêm algumas dúvidas sobre a sua construção, devido a muitos anos de espera e de promessas não cumpridas.

"Um hospital em Loures fazia muita falta. O hospital de Santa Maria está sempre lotado e fica fora de mão, sobretudo para quem não tem carro. Mas não acredito que seja desta, só vendo", afirma à Lusa Liana Simões, residente em Loures há mais de trinta anos.

Para Liana Simões "já são muitos anos a falar-se de hospital, sem se concretizar a obra", e por isso opta por assumir uma atitude de descrença até ver o Hospital com os seus "próprios olhos".

Mais optimista está Armando Lírio, de 53 anos. Para este habitante de Loures "é preciso acreditar que é desta" que o hospital chega ao concelho, até porque se tal acontecer as vantagens serão muitas.

"Além de descongestionar os hospitais de Lisboa, oferece-nos melhores condições. Irá diminuir o tempo de espera para sermos atendidos e o tempo de deslocação", aponta.

O futuro hospital de Loures irá ter também um serviço de maternidade, uma notícia encarada com bastante curiosidade por Sílvia Reis, de 26 anos que confessa que "gostaria de ter um filho que já nascesse em Loures".

"Vivo em Loures desde que nasci e ganhei gosto a isto. Por isso até achava engraçado que quando tivesse um filho já viesse no bilhete de identidade dele que tinha nascido em Loures", brinca.

Para assegurar a construção do hospital no concelho de Loures, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Teixeira, revela que a autarquia teve de fazer um grande esforço financeiro, uma vez que se disponibilizou a comparticipar as infra-estruturas necessárias à sua instalação.

"Cedemos o terreno porque entendemos que era prioritário ser para aquele fim. Além disso assumimos fazer as infra-estruturas, nomeadamente o desvio de condutas, e colaborar na construção dos acessos rodoviários. Não podíamos dar mais argumentos ao Governo para não construir aqui o hospital", atesta.

Na próxima terça feira o primeiro-ministro, José Sócrates, assiste ao lançamento simbólico da primeira pedra do hospital de Loures, um dia considerado por Carlos Teixeira como "um dos mais importantes da história do município de Loures".

"Será o concretizar de um sonho com noventa anos", sublinha o autarca.


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