Guardas mexicanos entraram na cela do narcotraficante "El Chapo" 18 minutos após a fuga


 

Lusa/AO online   Internacional   17 de Jul de 2015, 11:49

Dezoito minutos foi o tempo que os guardas prisionais demoraram a chegar à cela de onde se evadiu, no fim de semana, o barão da droga mexicano Joaquin "El Chapo" Guzman, informou na quinta-feira o ministro do Interior.

 

Assim que constataram que o "detido se tinha evadido" acionaram o alerta, precisou Miguel Angel Osorio Chong.

A chegada dos guardas à cela "teve lugar 18 minutos depois" da evasão, segundo o ministro, que falava à margem de uma reunião da comissão de segurança do Congresso.

Os investigadores estão a verificar se os procedimentos foram respeitados no interior do estabelecimento prisional, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que as autoridades informaram sobre o tempo que os guardas demoraram a reagir ao desaparecimento de Guzman, que escapou através de um túnel escavado debaixo da zona do duche.

Imagens de videovigilância divulgadas esta semana pelo governo mostram "El Chapo" a agachar-se junto ao muro que separa o duche do resto da cela e a desaparecer.

O chefe do cartel de Sinaloa percorreu de seguida num motociclo sobre carris um túnel de 1,5 quilómetros escavado por cúmplices, até uma casa em construção no meio do campo.

As autoridades mexicanas também informaram, entretanto, terem colocado sob custódia 22 funcionários da prisão, esta terça-feira, perante as suspeitas de que o fugitivo contou com a ajuda do interior da cadeia.

Esta foi a segunda fuga de "El Chapo" de uma prisão mexicana em 14 anos.

Uma recompensa de 60 milhões de pesos (3,5 milhões de euros) por informações que conduzam à captura do fugitivo foi anunciada na segunda-feira pelas autoridades mexicanas.

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