Greve dos enfermeiros com adesão de 75% nos Açores

Greve dos enfermeiros com adesão de 75% nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   24 de Set de 2014, 19:35

A adesão nos Açores à greve dos enfermeiros foi, em média, de 75% no primeiro dia da paralisação, revelou o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

A adesão em todas as unidades do Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores situou-se, ao longo de todos os turnos de hoje, nos 75%, disse Francisco Branco, da delegação açoriana do SEP.

Nos centros de saúde, a adesão situou-se nos 63% enquanto nos três hospitais que há nos Açores esse valor foi de 82%, acrescentou.

Francisco Branco congratulou-se com estes níveis de adesão à paralisação na Região Autónoma dos Açores, sublinhando que "mais de dois terços" dos enfermeiros do SRS se identificam com as reivindicações que levaram à convocatória da greve.

O dirigente do SEP afirmou que a situação dos enfermeiros nos Açores tem "algumas diferenças" em relação ao continente.

Uma delas, explicou, é "pela positiva", uma vez que a "exaustão" e o "trabalho acumulado" de que se queixam os enfermeiros no continente existe "em menor escala" nos Açores, onde "a carência" de recursos humanos "não tem o mesmo nível".

No entanto, há duas questões nos Açores que se somam ao descontentamento nacional, disse Francisco Branco, apontando a questão das 35 horas.

Nos Açores, ao contrário de todos os restantes funcionários da administração regional e local, os enfermeiros continuam a fazer 40 horas de horário semanal, havendo um "sentimento de desrespeito pela classe" e de "discriminação" que não existe no continente, afirmou.

Por outro lado, os enfermeiros do SRS continuam a reivindicar retroativos referentes ao período entre 2009 e 2011 por causa da alteração do tempo de serviço.

Essa alteração ocorreu em 2009 para a generalidade da função pública açoriana, mas só foi aplicada aos enfermeiros em 2011, "por questões de negociação de carreira", explicou Francisco Branco.

No caso das 40 horas, os enfermeiros recusam aceitar o banco de horas que foi adotado na administração regional, por acordo entre o Governo dos Açores, as autarquias e os sindicatos, e que permitiu o regresso do horário semanal de 35 horas.

Os enfermeiros portugueses estão a cumprir hoje o primeiro de dois dias de greve nacional contra a “grave carência” de profissionais nas unidades públicas de saúde e pela dignificação da profissão e da carreira de enfermagem.


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