Grécia vai conseguir vencer crise da dívida, diz especialista FMI

Grécia vai conseguir vencer crise da dívida, diz especialista FMI

 

Lusa   Economia   27 de Jun de 2010, 12:57

A Grécia vai conseguir vencer a crise da dívida, estimou hoje o líder do grupo de peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI) que recentemente avaliou as contas do governo de Atenas.

A maioria dos gregos teme, no entanto, que a reforma dolorosa do sistema de pensões não seja suficiente para corrigir as contas públicas do país.

“Eu acredito firmemente no sucesso futuro da Grécia", afirmou Poul Thomsen ao jornal To Vima, argumentando que o país tem mostrado progressos no programa de austeridade "ambicioso" com o qual está comprometido.

Sobre as greves e manifestações contra o programa - uma nova greve geral, a quinta desde fevereiro, está prevista para terça feira - Thomsen acredita que “tais ajustes não são fáceis e muitas vezes resultam em frustração”.

“É compreensível porque as pessoas veem as coisas piorar, antes de melhorar”, disse o especialista, elogiando no entanto a decisão do governo grego de não reestruturar a sua dívida, uma vez que tal implicaria um custo elevado.

A enorme dívida pública da Grécia alcançou os 310 mil milhões de euros em março.

Para evitar a falência da Grécia, a União Europeia (UE) e do FMI concederam um empréstimo a três anos de 110 mil milhões de euros, em troca de recuperação económica para reduzir o défice de perto de 14 por cento do PIB em 2009, para menos de 3 por cento em 2014.

Thomsen liderou a missão de peritos da UE e do FMI que auditou as contas do governo grego em meados de junho, no âmbito dos acordos assinados em maio.

Na sexta feira, o governo grego deu luz verde à reforma do sistema de aposentações, chamada de "Demolição" pelos sindicatos e que deve ainda ser votada no Parlamento.

Em termos gerais, a reforma prevê a generalizar a idade de reforma para os 65 anos e inclui cortes nas pensões.

De acordo com a agência France Presse, uma pesquisa publicada num jornal local de hoje refere que 64,8 por cento dos gregos acredita que os sacrifícios que estão a ser pedidos não serão capazes de salvar o regime de pensões e 51,1 por cento pensa que o primeiro ministro, Georges Papandreou, é "demasiado submisso" a Bruxelas.


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