Gravidez tardia cria desafios mais exigentes aos especialistas de saúde

Gravidez tardia cria desafios mais exigentes aos especialistas de saúde

 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   31 de Mai de 2017, 12:05

O facto de as mulheres terem filhos cada vez mais tarde está a lançar desafios cada vez mais exigentes aos médicos, disseo presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e de Ginecologia (FSPOG).

 

A propósito do 21.º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia, que se vai realizar em Coimbra entre quinta-feira e domingo, Daniel Pereira da Silva explicou que a "linha mestra de discussão vai ser a natalidade e o envelhecimento da população".

"As mulheres estão a ter filhos cada vez mais tarde e isso cria dificuldades e problemas acrescidos, exigindo dos especialistas uma conduta mais exigente e mais recursos humanos e mais diferenciados", sublinhou.

Segundo Daniel Pereira da Silva, os especialistas estão cada vez mais preocupados com a questão da fertilidade devido a problemas oncológicos, de obesidade, hipertensão e diabetes, patologias que surgem com o avançar da idade.

Desde 2015 que a taxa de natalidade está a aumentar ligeiramente em Portugal, mas, de acordo com o especialista, "à custa da faixa etária de mulheres acima dos 35 anos, o que lança desafios cada vez mais exigentes".

Além das patologias que surgem com a idade, o presidente da (FSPOG) salienta que se verificam nas gravidezes tardias "taxas de gemelares (gémeos) mais elevadas, mais malformações dos fetos e miomas benignos, cancro do útero ou da mama, que cria dificuldades terríveis".

"São cada vez mais as mães que têm filhos com 35 ou mais anos de idade, sendo que se trata de 35,5% dos casos em 2016, um aumento de 10% face a 2010", referiu.

Apesar da taxa de natalidade ter subido ligeiramente nos últimos dois anos e meio, Portugal é o segundo país da Europa com menor taxa de nascimentos e continuam a morrer mais pessoas do que a nascer.

Embora o número global de nascimentos continue baixo, Daniel Pereira da Silva realça que o "volume de trabalho não diminuiu e é mais exigente, por força das patologias que surgem após os 35 anos".

Durante o congresso, que vai reunir 800 dos 1.200 especialistas que existem em Portugal, será apresentado o Consenso Nacional sobre os Miomas Uterinos, a patologia ginecológica mais comum do trato ginecológico feminino, tendo em conta as evoluções na tecnologia e terapêutica médica.

Na sessão de abertura, será apresentada a quinta edição do livro "Medicina Materno Fetal" e atribuído Prémio de Mérito Científico de Obstetrícia e Ginecologia 2017 a Carlos Ferreira de Oliveira.

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