Governo vai estudar impacto económico da redução norte-americana na Terceira


 

  Regional   5 de Mar de 2015, 18:17

O secretário de Estado da Economia disse que a prioridade do grupo de trabalho criado por causa das Lajes é calcular o verdadeiro impacto económico da redução norte-americana na Terceira e captar investimento para a ilha.

 

"Quanto mais informação e mais transparência tivermos sobre um impacto, melhor ainda. Inegável, no entanto, é a captação de investimento, porque, independentemente de tudo, o que vamos ter de procurar é a estabilização do consumo privado na ilha e a manutenção das empresas que já operam na ilha, e bem, mas captar novas ideias, captar novos investimentos e é a isso que nós também nos propomos", frisou Leonardo Mathias, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

No balanço de uma visita aos Açores, Leonardo Mathias disse que o grupo de trabalho que lidera, formado por vários secretários de Estado e pelo vice-presidente do Governo Regional dos Açores, quer em primeiro lugar fazer um "diagnóstico correto" do impacto que a redução militar norte-americana na base das Lajes terá para a Terceira, tendo em conta que existem "valores muito díspares" nos vários estudos que têm sido divulgados.

"O que gostaríamos era de perceber como é que esses estudos foram construídos, em base de que números e contrapor isso com o gabinete de estratégia de estudos do Ministério da Economia, que nos vai propor uma análise mais detalhada", explicou.

Segundo Leonardo Mathias, é difícil fazer essa análise enquanto não estiver concluída a discussão diplomática entre Portugal e os EUA, porque não é conhecido o número certo de despedimentos ou de equipamentos que se vão manter, mas já é possível calcular o impacto do consumo privado ou da procura interna.

Simultaneamente a essa análise, o grupo de trabalho vai também identificar "oportunidades" e propostas para desenvolver a economia da Terceira, que serão entregues ao primeiro-ministro e ao presidente do Governo Regional.

"Independentemente de todos os diagnósticos, um dos aspetos mais relevantes, senão mesmo essencial, é pensar daqui para a frente no futuro e pensar em como podemos atrair investimentos para os Açores e mais particularmente para a ilha Terceira", frisou.

Nesse sentido, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que se fez representar na comitiva do Governo da República que veio aos Açores, vai preparar um dossiê com foco nos Açores e na ilha Terceira.

Questionado sobre o prazo previsto para a conclusão do estudo e das propostas, disse que "não há uma data fixa".

Sobre o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT), proposto pelo Governo Regional dos Açores, Leonardo Mathias disse que o executivo da República o estudou "com atenção" e que apresenta uma "análise interessante", mas acrescentou que não se vai "prender a esse trabalho".

"Há propostas de alternativas de professores universitários, de associações. Temos visto vários projetos, portanto [o PREIT] não é o único que existe, não é exatamente a esse trabalho que eu me vou fixar, antes pelo contrário, vou evoluir de uma forma alternativa", salientou.

O secretário de Estado realçou ainda a "cooperação" com o Governo Regional dos Açores, sublinhando que o executivo açoriano tomou várias medidas "extremamente relevantes para o desenvolvimento económico da ilha", como o "novo programa fiscal" ou o "novo programa de fundos comunitários".

Leonardo Mathias salientou ainda que foi entregue esta semana a candidatura do porto da Praia da Vitória ao projeto Costa, alegando que a Terceira "terá muito a ganhar com este projeto piloto e será muito relevante".

O projeto COSTA visa a redução da emissão de gases poluentes e destina-se a criar condições que viabilizem a utilização de gás natural liquefeito como combustível no transporte marítimo, por ser considerado como uma solução financeira e ambiental menos onerosa.



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