Governo rejeita necessidade de alargar intervenção precoce a crianças até seis anos

Governo rejeita necessidade de alargar intervenção precoce a crianças até seis anos

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Fev de 2015, 10:12

O secretário regional da Educação e Cultura dos Açores considerou que não há necessidade de alargar a intervenção precoce às crianças até seis anos, acrescentando que a tutela reforçou recentemente os meios humanos afetos a estas equipas.

 

"Eu penso que na transição dos três para os seis anos, não há o perigo de haver nenhuma criança sinalizada que fique abandonada", salientou, em declarações aos jornalistas, à margem de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa dos Açores, em Angra do Heroísmo.

Avelino Meneses foi ouvido no âmbito de duas propostas do PSD no sentido de um alargamento da intervenção precoce às crianças até seis anos, à semelhança do que acontece no continente, e da contratação de recursos humanos de pessoal não docente no âmbito da educação especial.

O secretário regional salientou que as crianças até aos seis anos já são acompanhadas nos Açores, seja pelas equipas de intervenção precoce, seja pelas equipas escolares.

"As equipas de intervenção precoce, neste momento, funcionam até à entrada dos estudantes na educação pré-escolar. A partir do momento em que as crianças são absorvidas pelo sistema educativo regional, nós temos várias comissões, nomeadamente a quatro níveis, que têm a possibilidade de continuar a desenvolver o trabalho que vinha sendo desenvolvido pela intervenção precoce", frisou.

O deputado João Bruto da Costa (PSD) salientou que algumas patologias não são detetadas até aos três anos, justificando a necessidade de intervenção precoce até aos seis anos, mas Avelino Meneses assegurou que as escolas têm condições para fazer esse acompanhamento.

"Não é muito relevante a questão de ser até aos três ou até aos seis, o que importa é que dos zero aos três e dos três aos seis haja sempre em campo equipas capacitadas para reconhecerem atrasos precoces que têm de ser atacados com celeridade", frisou.

Nos Açores, todos os concelhos têm equipas transdisciplinares com profissionais ligados à Saúde, à Solidariedade Social e à Educação, havendo ainda uma equipa de coordenação regional.

A proposta do PSD defende um reforço de meios humanos, mas o secretário regional salientou que houve um reforço "considerável" na área da Educação.

"A intervenção precoce nos Açores, particularmente nos últimos meses, vem conhecendo um reforço assinalável. Aliás está-se a concluir uma fase de recomposição da equipa regional de coordenação e de todas as equipas concelhias transdisciplinares", frisou.

A título de exemplo, Avelino Meneses disse que, no último concurso extraordinário para integração nos quadros da região de professores contratados, em 97 vagas abertas, 29 destinam-se à educação especial.

Segundo João Bruto da Costa, em teoria, a intervenção precoce funciona bem, mas na prática faltam terapeutas da fala e fisioterapeutas, por exemplo, e alguns técnicos estão "limitados na sua atuação".

O secretário regional disse, no entanto, ter "a certeza absoluta de que neste momento a intervenção precoce está a funcionar bem no arquipélago".


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