Governo nega 'teimas' e agenda reunião com sindicatos de enfermeiros

Governo nega 'teimas' e agenda reunião com sindicatos de enfermeiros

 

Miguel Bettencourt Mota   Regional   22 de Mar de 2018, 17:11

Não houve qualquer "teima" ou falta de abertura por parte do Governo Regional para se reunir com o coordenador regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Francisco Branco, (SEP), afirma o secretário Regional da Saúde, adiantando que a tutela cuidou esta quarta-feira de agendar uma reunião com todas as delegações sindicais que representam a classe nos Açores, no dia 11 de abril.

     



Recorde-se que, esta quarta-feira, o coordenador do SEP nos Açores indicou, em declarações à rádio Açores-TSF, que, para além de acompanhar as preocupações da greve nacional de enfermeiros, a paralisação nos Açores encontrava também razões na "teima" do secretário regional da Saúde em não se reunir com o sindicato para debater a reposição das 35 horas aos profissionais que "continuam nos hospitais a trabalhar 40 horas", bem como para solucionar uma "dívida antiga" que está afecta a "800 ou 900 enfermeiros" e ascende a cerca de "4,5 milhões de euros". 

Reagindo a estes dois pontos elencados por Francisco Branco, o tutelar da pasta da saúde começou por explicar ao Açoriano Oriental que sobre a passagem às 35 horas, tem sido trocada correspondência, mas "o sindicato não concorda com a proposta do Governo Regional".

Entretanto, e no que respeita à "dívida antiga", invocada pelo representante sindical e que se refere ao pagamento de retroativos, Rui Luís lembrou que da parte do Governo dos Açores "há um parecer da Provedoria de Justiça que não reconhece essa dívida".

Como referiu o governante, o Governo Regional assume que não tem essa dívida porque está sustentado num parecer relativamente a esta situação", documento que, sublinhou, "já foi enviado ao sindicato".

Na reunião, que pretende reunir em simultâneo as representações sindicais dos enfermeiros, haverá "oportunidade de falar sobre vários temas, incluindo a questão das 35 horas, bem como a questão levantada de uma alegada dívida do governo regional por causa da valorização da carreira e de retroativos", aclarou Rui Luís.



   




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