Saúde

Governo mantém meta de poupança de 14 ME este ano nos hospitais

Governo mantém meta de poupança de 14 ME este ano nos hospitais

 

Lusa/AO online   Regional   10 de Nov de 2010, 14:34

O secretário regional da Saúde dos Açores, Miguel Correia, reafirmou esta quarta-feira a meta de poupança de 14 milhões de euros nas despesas deste ano dos hospitais da região, mas admitiu alterações às medidas adoptadas para atingir esse objectivo
“As medidas que estão no terreno são suficientes para assegurar a poupança este ano, mas temos de pensar em medidas para 2011”, afirmou Miguel Correia, ao sustentar a necessidade de dialogar com os directores de serviços para avaliar “como é que se pode continuar a tratar os doentes com a mesma qualidade, mas diminuindo alguns excessos que eventualmente possam existir”.

Entre as medidas a adoptar para a obtenção de novas economias no sector, o secretário regional da Saúde admitiu a promoção de uma “melhoria de articulação entre os cuidados primários e os cuidados dos hospitais”.

Miguel Correia, que falava aos jornalistas no final de uma reunião com os directores de serviço do Hospital de Ponta Delgada, a maior unidade hospitalar açoriana, frisou que o plano de contenção de custos em execução abrange todas as carreiras, sendo o contributo da carreira médica de 800 mil euros.

As medidas de austeridade que o executivo regional decidiu aplicar nos três hospitais dos Açores têm sido contestadas pelos médicos, nomeadamente no que se refere à alteração do regime das prevenções de várias especialidades.

Esta contestação já levou à demissão do director clínico do Hospital de Ponta Delgada, Laurindo Farias, cuja substituição Miguel Correia garantiu que ocorrerá dentro de 90 dias.

O secretário regional da Saúde reiterou ainda o objectivo governamental de aplicar no sector as poupanças obtidas com as novas orientações de gestão, anunciando como prioridades nesta área a construção do Centro de Radioterapia dos Açores, do novo hospital da ilha Terceira e do novo Centro de Saúde de Ponta Delgada, cujo projecto será apresentado em breve.

Relativamente às dívidas da sociedade anónima criada pelo executivo regional para o setor, Miguel Correia garantiu que “se tem mantido nos últimos tempos”, atingido 160 milhões de euros a longo prazo e 33 milhões a curto prazo.

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