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Governo limitou-se "a apagar focos de descontentamento" na saúde

Governo limitou-se "a apagar focos de descontentamento" na saúde

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Out de 2016, 11:56

O cabeça de lista pela ilha de São Miguel às eleições dos Açores, Aníbal Pires, criticou hoje as políticas de saúde do Governo Regional socialista por se terem limitado ao longo de quatro anos "a apagar focos de descontentamento".

 

“As intervenções que houve ao nível da saúde foram casuísticas. O secretário regional, e não será por acaso que lhe foi atribuída também a tutela dos bombeiros, limitou-se ao longo destes quatro anos a apagar focos de descontentamento um pouco por toda a região (…) e pondo claramente de lado aquilo que era o plano regional de saúde”, afirmou Aníbal Pires.

O candidato falava à agência Lusa após ter visitado o centro de Saúde de Santa Maria, naquela ilha do arquipélago dos Açores, e onde foi confrontado com “algumas queixas dos utentes”.

O candidato disse que o executivo liderado por Vasco Cordeiro "iniciou esta legislatura com a apresentação de um plano regional de saúde", mas o documento "acabou por ficar nos gabinetes".

“Aquilo que nós propomos é que esse plano possa vir à discussão pública com uma ampla participação dos utentes, dos conselhos consultivos dos centros de saúde e das unidades de ilha por toda a região, que se estabeleça um perfil de saúde” para cada uma das ilhas, defendeu Aníbal Pires que é também o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de compensação.

Aníbal Pires sustentou que "há um conjunto vasto de intervenções" para fazer no campo da saúde, não só para atender às necessidades da população residente, mas também para garantir serviços de saúde aos turistas.

No seu entender, "é preciso rentabilizar" os recursos humanos e os equipamentos já instalados, "fazer um levantamento das necessidades, fixar médicos de medicina geral e familiar, encontrando formas de alterar os apoios que não podem ser só pecuniários", assim como alterar a portaria de deslocação dos doentes e a portaria de deslocação dos médicos especialistas às ilhas sem hospitais.

O candidato disse ainda ter conhecimento de que existem assistentes operacionais que "fazem dois turnos seguidos" apontando ainda para "carências" ao nível do pessoal de enfermagem e médicos.

Em Santa Maria, o candidato insistiu na necessidade de retirar a maioria absoluta ao PS.

A ilha tem sido representada ou pelo PS ou PSD e para o candidato comunista está na altura dos marienses darem voz a um deputado eleito pela CDU, pois apesar de não ter sido eleito por Santa Maria Aníbal Pires disse que apresentou ao longo da legislatura propostas para aquela ilha, que ultrapassa as intervenções e propostas que os deputados do PSD e PS.

O coordenador da CDU/Açores disse ainda que tem "privilegiado" na campanha para as eleições regionais de 16 de outubro "o contacto direto" com as populações, acrescentando que ouviu "muito descontentamento, alguma revolta e alguma inércia relativamente a questões da campanha eleitoral".

Para a votação de dia 16 estão inscritos 228.160 eleitores que vão escolher os 57 deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores para os próximos quatro anos.

De acordo com os resultados das eleições, o Representante da República nomeia depois o presidente do Governo Regional que, por sua vez, propõe os membros do executivo.

Treze forças políticas apresentam-se a votos, mas nem todas concorrem nos dez círculos eleitorais. Apenas aos círculos de São Miguel, que elege 20 deputados, e de compensação, que elege cinco, concorrem todas.

Nas últimas eleições regionais, realizadas a 14 de outubro de 2012, o PS venceu com maioria absoluta e elegeu 31 deputados, seguido de PSD com 20 mandatos e do CDS-PP com três. BE, CDU e PPM elegeram um parlamentar cada.

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